O Passeio Público é o primeiro parque urbano de Curitiba. Ele foi criado em 1886 pelo comendador Francisco Fasce Fontana, sobre uma área alagada com intuito de dar destino ao local onde se proliferavam mosquitos que disseminavam a malária. De lá pra cá o local passou por diversas melhorias, mas nunca do porte dessas que estão sendo feitas no momento.
Os novos abrigos dos animais agora serão de alvenaria, em substituição aos anteriores feitos de grades de metal. Serão abrigos maiores e mais altos que os antigos, permitindo que os 82 pássaros que vivem no local levantem voo. Esses recintos também serão enriquecidos com galhos de árvore e outros objetos que irão propiciar um ar mais natural ao ambiente, e equipados com sistema de aspersão de água, que ajudará a aliviar o calor nos dias mais quentes. Haverá uma parte interna, onde os animais possam se esconder do assédio dos visitantes e construir ninhos, e um corredor interno por onde circularão os tratadores.
O novo setor de isolamento também deverá trazer grandes melhorias. Até então, quando um animal ficava doente era preciso transportá-lo até o zoológico municipal para tratamento. Com a nova estrutura pronta o atendimento poderá ser feito no local.
A instalação de uma guarita também é necessária para regular a circulação no parque. Segundo o diretor do departamento zoológico da prefeitura, Marcos Traad, muitos visitantes desrespeitam os avisos para não entrar com carros no local e acabam usando o Passeio Público como estacionamento. "Eles têm que aprender que o parque é para a população caminhar e não para o trânsito de veículos", afirmou.
Além das melhorias já citadas, foram instalados cinco filtros de grande porte nos lagos do passeio com capacidade para filtrar 1 milhão de litros de água por dia, ou 20% dos 5 milhões de litros existentes nos três lagos. Com isso aumentará a oxigenação da água e consequentemente a qualidade de vida dos animais que vivem no local, como peixes e répteis. (A.A.)

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