O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ilmar Galvão, disse que a segunda experiência de uso da urna eletrônica - a primeira foi na eleição de prefeito em 1996 - foi amplamente vitoriosa. Ao fazer o balanço do dia de votação, o presidente do tribunal disse que o instituto da reeleição passou ontem por uma prova. ‘‘Depois veremos se foi realmente aprovado ou não. Ao Congresso cabe dizer se deve ou não ser mantido.’’
Segundo o presidente do TSE, a reeleição ‘‘foi um desafio que a Justiça Eleitoral enfrentou e parece que tudo correu bem’’. Galvão também defendeu a manutenção da lei seca para coibir abusos e a proibição da propaganda eleitoral (boca-de-urna) no dia da eleição. Ele disse que a justiça, nesses dois casos, tem procurado evitar apenas os excessos.
O TSE informou que, até as 15h de ontem, 2.539 urnas eletrônicas apresentaram defeito e não puderam ser usadas na votação. Dessas, 2.441 foram substituídas por outras máquinas, enquanto 88 seções (0,05%) passaram para a votação manual (em cédulas de papel). O índice de substituição de urnas foi de 1,66% do total de 152.370 urnas eletrônicas que deveriam ser usadas em 26 Estados e no Distrito Federal.
O Rio de Janeiro teve o maior número de urnas substituídas 680, que representam 2,65% do total de 25.620 urnas eletrônicas disponíveis no Estado. Em 14 seções eleitorais no Estado a votação passou a ser manual. Proporcionalmente, a maior substituição de urnas com defeito ocorreu no Amapá. A Justiça Eleitoral do Estado trocou 30 das 616 máquinas de votação, um índice de substituição de 4,87%. Não houve necessidade, porém, de recorrer à votação manual.
No Estado de São Paulo houve a substituição de 546 (1,6%) urnas eletrônicas de um total de 33.987 máquinas. Em 16 seções eleitorais passou-se para a votação manual. O secretário de imprensa do TSE, Paulo César Camarão, disse que o número de urnas eletrônicas substituídas pela votação manual se deve, principalmente, à precipitação dos mesários, já que havia disponibilidade de máquinas reservas.

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