Diretora educacional e mãe de duas adolescentes e uma criança, com 16, 14 e 8 anos, respectivamente, Márcia Kobayashi recorre aos conhecimentos e vivências para melhor administrar a relação de seus alunos com a internet. ''Dentro da escola, temos o Momento Crescer, em que, com o aval de uma psicóloga, abordamos temas referentes aos jovens. O acesso à internet, claro, não fica de fora e está entre as principais temáticas'', destaca.
Para Márcia, mais do que entender, os pais devem, primeiramente, se render à ferramenta. ''Assim como o CD Player deu vez ao MP3 e o vídeo deu vez ao DVD, a internet, com o MSN, o Orkut e demais programas, está aí e é uma realidade''.
Nesse sentido, Márcia acredita ser importante o jovem acessar a rede mundial. De maneira inteligente. ''Proibir não é a solução e só acarreta o efeito inverso, pois aí sim o jovem aprende o que não é útil. Prego aquilo que sigo em casa: 30 minutos de acesso, diariamente, após os deveres escolares''.
No processo do ensino, a diretora hasteia a bandeira dos sites educativos e reportagens informativas. ''Uma dica que dou é mostrar reportagens, que não são poucas, abordando fatos reais - como as agressões recentes a uma professora, de São Paulo, e as fotos sensuais de uma garota, ambas via Orkut - e os perigos da internet. A imprensa tem papel fundamental, ao relatar esses casos, e mostrar é uma forma de trazer o que acontece do outro lado da tela a muitas crianças e jovens. Funciona'', sublinha.
Com a rédea solta, os exemplos não são os melhores, defende Márcia. ''Os vestibulares não deixam mentir, com redações repletas de 'aih', 'tah', 'pq' e demais abreviações, cuja origem são as horas a fio no MSN. Inconscientemente, esses jovens aprendem um novo linguajar e deixam de falar ao telefone, praticar atividades e se tornam reclusos''.
Por fim, Márcia ressalta a dobradinha e tabela entre escola e família. ''O acompanhamento e a sugestão de sites que sejam realmente educativos, que tragam algo a mais são de competência da escola e da família. Além da escola, as crianças e jovens precisam que pais e mães batam firme na mesma tecla''. (T.N.)

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