Rede de ONGs londrinense é modelo para outras cidades
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sábado, 07 de outubro de 2006
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Além de saírem da informalidade, as Organizações Não-Governamentais (ONGs) londrinenses formam uma rede que está servindo de modelo para outros cidades. Cadastradas pelo programa municipal Mil ONGs, as organizações representam uma porta aberta para o resgate social de comunidades atendidas, oferecendo oportunidade de geração de renda e formação.
Atualmente, cerca de 500 organizações integram a rede londrinense, como demostra o Mapa do Terceiro Setor, produzido pelo Centro de Estudos Getúlio Vargas. As ONGs também são importantes postos de trabalho para diversos profissionais, que não são absorvidos pela área pública ou o setor privado.
Para se ter uma idéia do que isso representa 38% não tem funcionários contratados, mas 32% possuem de um a 10 empregados e outros 26% contam os serviços de 11 a 50 trabalhadores com contrato. Essas organizações geram 3.959 postos de trabalho assalariado, sendo que 57% do total de colaboradores são voluntários.
''O principal objetivo do programa é o estabelecimento de redes e a difusão de informações. Uma organização pode ajudar a outra, trocando experiências. Durante alguns anos, eu tinha dúvida sobre o papel das ONGs e se estavam ocupando um espaço que é do primeiro setor. Hoje defendo uma tese contrária, existindo uma relação de parceria. Atualmente, a sociedade não existe sem parcerias e o relacionamento do estado com o terceiro setor é importante porque, as ONGs têm muito a oferecer'', avalia o historiador e coordenador do Mil ONGs, Durvalino Biliatto, acrescentando que uma das missões do programa é orientar as organizações sobre estratégias para a captação de recursos. Billiato destaca ainda que o modelo do programa londrinense está despertando o interesse de outras cidades.(F.L.)


