A Redação faz parte de uma complexa linha de produção, dela depende a agilidade de outros setores vitais, como a Pré-Impressão, Impressão e Circulação, todos envolvidos com o compromisso de o jornal chegar cedo à casa dos assinantes e às bancas. ‘‘É uma corrida contra o tempo, uma operação que movimenta centenas de pessoas, num trabalho conjunto e interdependente, fruto da parceria e do bom relacionamento entre todas as diretorias e gerências. Só assim conseguimos vencer o desafio de produzir bem, todos os dias do ano, um jornal completo e com o respeito dos leitores’’, afirma o editor-chefe João Arruda.
A complexidade a que se refere João não é, definitivamente, uma metáfora - é real e talvez algo estontante para quem não é do ramo. A Folha são duas, a de Londrina (que circula em todo o Norte do Estado) e a do Paraná (que circula no restante do Estado). Não só: a primeira página do jornal conta todos os dias com três clichês, o Curitiba Sul, o Centro-Oeste-Sudoeste-Noroeste e o Londrina-Norte. Em cada um desses clichês, a primeira página traz notícias específicas de cada região, o que implica em literalmente parar as rotativas, trocar textos, fotos, fotolitos, chapas, num esforço para tornar o jornal cada vez mais próximo das comunidades.
Operação semelhante é feita no Folha Cidades: o suplemento tem três versões diárias, e ao circular no Sul e Norte do Estado é desmembrado para que parte de suas páginas - justamente as que se referem a estas dua regiões - ajudem a formar os cadernos Folha Curitiba e Folha Londrina. E ainda: a Folha2 sofre igualmente profundas transformações para abrigar aquilo que só a Folha tem: quatro colunas sociais diárias, uma para cada clichê: Elisiê Peixoto (Londrina), Isabela França (Curitiba), Magda Carvalho (Foz do Iguaçu) e Carmem Ribeiro (Maringá). Além disso, a Folha 2 troca diariamente uma de suas páginas, para que as regiões Sul e Norte recebam informações culturais de interesse mais localizado.
‘‘Toda essa engenharia editorial e industrial, inédita no jornalismo paranaense, mostra que o jornal não mede esforços para cumprir bem sua missão’’, diz Arruda. Ele ressalta que a Folha estuda inovações gráficas e editoriais para tornar o jornal ainda mais amplo e agradável e cita recentes novidades em benefício do leitor, como a estadualização do suplemento Folha da Sexta, a parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na produção da página semanal que trata de temas científicos, a ampliação do Folha Reportagem, suplemento dominical com matérias especiais (‘‘a Folha é o único jornal do Paraná e um dos poucos do Brasil a manter espaço exclusivo para reportagem, que é a alma do jornalismo’’), e a deflagração de campanhas sobre temas de interesse direto da população.
Os investimentos feitos pelo jornal nos últimos anos na modernização de seus equipamentos garantem hoje grande agilidade na captação e processamento de informações pelos jornalistas. A Folha está totalmente informatizada, contando com computadores e demais equipamentos eletrônicos da última geração, o que proporciona aos leitores um jornal de qualidade. Os terminais da Redação - usados para o recebimento de textos e fotos - estão interligados 24 horas por dia com as sucursais e com as mais importantes agências de notícias do Brasil e do mundo. Além disso, o jornal raramente interrompe sua circulação. ‘‘A Folha tem sempre uma equipe de plantão, produzindo o jornal nos finais de semana e feriados. As notícias não param, e os leitores precisam delas’’, diz João Arruda.
Para sua ação diária, os profissionais da Folha contam com dois instrumentos vitais - os Manuais Editorial e Gráfico - participam de atividades suplementares (como palestras sobre a legislação de Imprensa no País), e mantêm um canal direto com os leitores via Internet e CAF - Central de Atendimento Folha. ‘‘Nenhuma crítica ou sugestão enviada à Redação fica sem resposta, por uma questão de respeito ao leitor’’, diz João Arruda. ‘‘Os jornalistas da Folha buscam cumprir seu papel da melhor forma possível. Até porque, sabemos que estamos escrevendo para um público crítico, exigente, formador de opinião, conhecedor de seus direitos, como bem mostrou uma recente pesquisa. Esta mesma pesquisa apontou o alto grau de fidelidade desses leitores ao jornal. Isso nos dá uma imensa satisfação e faz crescer, na mesma medida, o nosso nível de responsabilidade, ampliado ainda mais por sermos a primeira Redação do mundo, junto com outros setores da empresa, a ter a certificação ISO 9002 de qualidade’’, diz João Arruda.

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