Recordista em número de recursos
Dados do Cartório da 1ª Vara Criminal de Londrina mostram que o caso mais antigo que aguarda julgamento e, ao mesmo tempo, o recordista em recursos é o do assassinato da doméstica Cleonice Fátima Rosa, degolada em 1993 dentro do apartamento da artista plástica Vanda de Souza Pepiliasco, que é acusada do crime. Ao todo, já são seis recursos desde a sentença judicial de pronúncia, determinação do juiz para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.
O último recurso foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está parado no TJ-PR aguardando retorno para a comarca. Todos os pedidos anteriores foram considerados nulos pelo órgão e constestados por excesso de linguagem do juiz à época, João Luiz Cleve Machado que, inclusive, chegou a responder processo na Corregedoria do TJ por morosidade nos julgamentos.
Segundo o advogado Mauro Vioto, que defende os réus Mauro Janene Costa e Vanda de Souza Pepiliasco, é responsabilidade do profissional defender seu cliente. Caso eu não o faça, posso, inclusive, ser processado por crime de patrimônio infiel. Recursos ou pedidos de adiamento não são manobras. Os usamos quando necessário, defende-se.
Vioto diz também ainda não ter sido intimado para o julgamento de Janene e, em princípio, não vê problemas na data escolhida. Se tiver que ir a júri, vamos a júri. Já o caso da Vanda, estranhamente está parado no TJ, questiona o advogado, acrescentando que ele próprio denunciou que o processo da artista plástica estava prestes a prescrever. (M.T.)





