O presidente Fernando Henrique Cardoso demonstrou bom humor e descontração em sua visita a Rolândia. Ele sorriu, acenou para o público e para os jornalistas e repetiu esses gestos inúmeras vezes durante o tempo em que permaneceu na solenidade da Imin 90 - duas horas e quinze minutos.
Antes de chegar ao palanque onde se juntou às autoridades, FHC percorreu um corredor decorado com flores artificiais de cerejeira e viu o monumento-símbola à imigração. Dona Ruth e Fani Lerner receberam flores de senhoras vestidas de quimono. O presidente gostou do que viu e comentou: ‘‘que beleza’’.
Já no palanque, onde se juntou à Dona Ruth, ao deputado Antônio Ueno, ao governador Jaime Lerner, à primeira-dama Fani, ao prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi, à esposa dele, Marina, ao prefeito de Rolândia, José Perazolo (PDT), além de autoridades japonesas, FHC correspondeu aos acenos do público.
Ele também deu vários cumprimentos a estudantes que gritavam seu nome. As crianças até ensaiaram jogar os bonés com o logotipo da Imin 90 para o presidente, mas a atitude foi reprovada por Dona Fani Lerner, que fez ‘‘não’’ com a cabeça.
Fernando Henrique aplaudiu vários números musicais e de dança com entusiasmo e chegou a dizer ‘‘bravo’’ em uma das apresentações. O presidente mostrou-se vaidoso. Em alguns momentos, ajeitou o cabelo e o paletó.
Mas no discurso, FHC confundiu o número de imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil: ao invés de 781, disse 791. Ele também trocou o nome de Uraí, cidade do Paraná com forte influência japonesa, chamando-a de ‘‘Sura풒. (P.Z)

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