Recém-casados botam fé no matrimônio duradouro
O local onde foi realizada a união de Marcelo e Vera Kosinski foi o mesmo do casamento de Josefa e Orlando Bathke, a Paróquia Bom Jesus. A diferença é que a edificação foi toda reconstruída em alvenaria e mais de seis décadas separam os dois matrimônios. O engenheiro agrônomo Marcelo, 29 anos, e a dona de casa Vera, 26, formam o casal mais novo de Balsa Nova. Eles se casaram no dia 12 de maio, numa cerimônia religiosa como Vera sonhava, desde o vestido a música romântica tocada na entrada da noiva.
Os dois se conheceram no ano passado e começaram a namorar depois que Marcelo chamou Vera para comer um sanduíche na praça. Em janeiro, deste ano, os dois ficaram noivos e marcaram a data do casamento. Do dia que se conheceram ao casamento foram cerca de dez meses. ''E olha que ela não está grávida. Casamos rápido assim porque a gente se completava e queríamos logo ficar juntos'', justifica Marcelo Kosinski, contando que os dois fizeram o curso de noivos obrigatório na Igreja Católica, cujo melhor ensinamento repassado foi o planejamento familiar.
''Comecei a chorar logo na entrada. Para mim a parte mais bonita e importante da cerimônia foi o que dissemos um para outro, o que veio de dentro do coração'', conta Vera. Para os recém-casados os planos para o futuro é construir uma família e permanecerem juntos, assim como os seus pais. ''Vamos esperar um pouco para ter nossos filhos e curtir um pouco mais a vida a dois. Espero no nosso casamento dividirmos os bons e os maus momentos, sempre um do lado do outro'', acredita Marcelo.
''O respeito deve ser mútuo e não deve existir segredos entre os dois'', acrescenta Vera. Para o casal, o fato de Balsa Nova ser uma cidade pequena, formada por descendentes de europeus católicos e ainda muito agrícola exerce influência sobre o comportamento das pessoas. ''A gente ouve falar pouco de separações na cidade. Em regra geral, acredito que os casamentos são duradouros por aqui'', disse Marcelo.
Já para o pároco da cidade, José Poszwa, os casamentos civis podem ser frequentes, ao contrário dos religiosos cujos números diminuíram bastante. ''Aqui se realizam, no máximo, 20 casamentos, por ano. É pouco'', afirma o padre, dizendo que nunca chega até ele notícias de divórcios ou crises conjugais, em Balsa Nova, mas isso não significa que não aconteçam. ''Acredito apenas que esse número não seja crescente aqui. Mas conheço localidades no interior onde praticamente inexistem separações'', informa o pároco. (F.G.)





