Raridades são preferência em coleção
As coleções de facas mais sofisticadas procuram se basear em raridades. Este é o caso do colecionador e comerciante de facas Irineu Burda. Entre os 20 modelos que possui, estão duas coqueiro, facas belgas da marca Schouberg. Elas foram comercializadas no Brasil até a década de 20 e depois sumiram. É muito raro encontrar uma em bom estado, diz Burda, acrescentando que um modelo dela pode ser vendido com facilidade para um colecionador por R$ 500,00. Outras muito apreciadas nas coleções são as Rodgers, inglesas, que não são vendidas por menos de R$ 1.000,00.
O mercado de facas de coleção funciona como o de arte. Se um cuteleiro famoso morre, suas obras são extremamente valorizadas, completa o médico Luciano Werner, também colecionador. É possível encontrar opções para todos os bolsos. Modelos premiados em concursos chegam facilmente aos US$ 5 mil e outros, conforme o acabamento e o material, custam ainda mais caro.
A forma de fabricação também influi no preço final. As facas podem ser produzidas em série, industrialmente, ou uma-a-uma, artesanalmente. Estes últimos modelos, também conhecidos como custom, costumam ser mais valorizados. Entre as antigas, outro fator que implica numa maior ou menor valorização é o estado do fio e das marcas do fabricante. Fios muito gastos e marcas apagadas baixam o preço do exemplar, explica Burda.





