Ramadã: o jejum sagrado
A celebração do Natal também não existe no calendário Islâmico, que não comemora o nascimento de nenhum profeta. Entretanto, segundo o Sheikh Yamani Nur Muhammad, existem duas outras datas sagradas para os muçulmanos: o término do Ramadã e o Dia da Peregrinação. As datas variam conforme o ano, pois seguem o calendário lunar. Este ano, o término do Ramadã foi comemorado há cerca de dois meses, enquanto o Dia da Peregrinação foi celebrado no meio de novembro.
O Ramadã é o jejum sagrado do Islamismo, realizado para propiciar o contato mais próximo com Deus. Durante esse período, que dura de 29 a 30 dias, os muçulmanos não comem e nem bebem nada entre a aurora e o pôr-do-sol do dia. Fazemos esse sacrifício pela questão espiritual e também para que sintamos compaixão com os menos favorecidos, esclarece o Sheikh. O término do Ramadã é um dia de alegria, em que os muçulmanos agradecem as dádivas de Deus e celebram junto aos familiares.
O Dia da Peregrinação está vinculado ao profeta Abraão. Segundo o Islamismo, Abraão estava disposto a degolar o próprio filho como prova de seu amor e confiança em Deus. Mas, no momento do sacrifício, Deus substituiu o filho de Abraão por um cordeiro, pois a intenção era apenas testar a fé do profeta. Assim, no Dia da Peregrinação, os fiéis lembram esta ação de fé incondicional, ressalta. Neste dia eles realizam um culto na mesquita e, em seguida, seguem para os frigoríficos para fazer a degola de carneiros. A carne é destinada ao consumo dos fiéis e também enviada para doação. Este ano, foram obtidos 1.200Kg de carne, dos quais 400Kg foram doados para entidades filantrópicas de Londrina.(M.F.)





