Ralo fechado mostra o desperdício durante o banho
Tudo o que a Sanepar argumenta em palestras e panfletos, é comprovado na prática em um painel montado na sede da empresa em Londrina. Os 15 anos de experiência com hidrômetros levaram o técnico Arnaldo Bicalho a desenvolver uma engenhoca que não deixa dúvidas. ''Quando as pessoas vêm até a Sanepar para reclamar, trazemos elas aqui para que vejam quanto se gasta em casa de maneira desnecessária. Não tem quem não fique espantado'', revela.
E não é pra menos. Os tubos foram ligados em duas redes. Uma direto da rua e outra que vem da caixa d'água. Bicalho mostra aos visitantes as experiências pelos dois sistemas. Em todas, a diferença fica bem evidente. A torneira fica mais fraca quando é alimentada pela água da caixa, e o chuveiro passa de 'esguicho' a moderado. Para mostrar como se gasta em um banho, o técnico colocou uma caixa de acrílico com marcações de volume logo abaixo da ducha. ''Se deixarmos dez minutos ligado na água da rua, a água vai chegar na marca dos 200 litros'', garante.
O painel também reproduz o gasto em vasos sanitários com três sistemas de descarga: caixa acoplada, válvula e caixa suspensa (a mais simples, com cordinha). O técnico demonstra que nos três é possível economizar se a peça for regulada. ''Uma caixa acoplada e a suspensa gastam em média 8 litros de água a cada descarga, mas poderiam cumprir o mesmo papel com seis litros'', ensina.
As válvulas normalmente gastam mais, mas por falta de regulagem adequada. Bicalho diz que os modelos mais novos têm dispositivos para liberar o mínimo de água. Segundo ele, o que mais causa desperdício é o mau uso na hora da descarga. ''Não é preciso segurar o botão apertado. Basta pressionar até o fim e soltar que a válvula vai cumprir bem a sua função. Em vez de gastar 30 litros de água, você vai gastar de 10 a 12 litros''. (R.J.)





