Raios ultravioleta podem causar sérias doenças oculares
Curitiba - A proteção contra a radiação ultravioleta (UV) é a principal medida para se prevenir dos efeitos nocivos causados pelo excesso de exposição ao sol. Mas não é só a pele que merece cuidados especiais durante o verão. Os olhos também devem ser levados mais a sério. ''Os raios solares podem ser causadores de doenças oculares como cataratas, fotofobia, conjuntivite, pterígio, vista cansada, DMRI (Doença Macular Relacionada à Idade), e outras degenerações'', explica a oftalmologista Margery Ballin Hecke, de Curitiba.
Presentes na luz solar, os raios ultravioleta se subdividem em UVA, que são filtrados e absorvidos pela retina, e o UVB, filtrados e absorvidos pelo cristalino. Ambos causam problemas e, se não houver a devida precaução, dependendo da intensidade e duração da exposição aos raios solares, o efeito da radiação ultravioleta pode ser cumulativo e irreversível.
Segundo a oftalmologista, uma forma de proteção é o uso do óculos de sol ou de grau com lentes que bloqueiem os raios UV. Mas atenção na hora de comprar os óculos. Procurar uma loja de confiança e saber a procedência das lentes é a melhor garantia. Comprar em bancas de camelôs não é recomendado, diz a médica, mesmo que eles apresentem um selo de garantia, que pode ser falsificado. Na hora do lazer ao ar livre ou da prática de esportes, não dispense também chapéu e boné, desde que não seja de aba branca.
Com os olhos das crianças, os cuidados também devem ser redobrados e elas podem usar óculos de sol, desde que com as mesmas garantias dos adultos. Segundo Margery Hecke, estudos atestam que ao completar 18 anos o ser humano já recebeu 80% da radiação ultravioleta que deveria ter recebido durante toda a vida. ''Esse índice é perfeitamente coerente, já que os olhos das crianças são muito sensíveis por ainda não estarem completamente formados. Antes dos dez anos, a pupila é maior e tem menos pigmento, e o cristalino filtra apenas 25% dos raios ultravioleta'', explica. Dos 25 anos em diante, complementa, esse índice atinge 90%. Também para as crianças, é recomendado uso de bonés e chapéus. (A.C.)





