Curitiba - Em Foz do Iguaçu, o contador Elvis Roberto de Nascimento e a esposa, de São Paulo, tiraram seis dias de suas férias para conhecer as Cataratas do Iguaçu. Por indicação de uma amiga que viaja bastante, escolheram ficar no Hostel Paudimar Campestre. ''É bem melhor do que um hotel, onde você normalmente fica preso ao quarto. Aqui tem áreas comuns, muito verde, a gente fica muito a vontade'', diz. Além do conforto, outro item que pesou foi financeiro, já que o casal pagou R$ 110 a diária em uma suíte, enquanto em outros hotéis pesquisados não pagariam menos de R$ 150.
No Eco Hotel, em Curitiba, o francês David Baiguini, 23 anos, a peruana Nataly Jara, 24 e os argentinos Patrício Barcia, 28 e Silvina Gatti, 31, são unânimes em afirmar que além do baixo preço, outra grande vantagem dos hostels é o intercâmbio entre os hóspedes. ''Tanto nos quartos coletivos como nas salas comuns você tem a possibilidade de conhecer pessoas'', diz a estudante Nataly, que já se hospedou também em hostels na Europa.
O francês David concorda. ''Eu, por exemplo, estou viajando sozinho, então é muito bom para conhecer gente, falar com as pessoas'', diz ele, que pretende viajar entre um a dois anos pela América Latina sempre hospedando-se em albergues. A psicóloga argentina Silvina complementa: ''Nesses contatos, as pessoas acabam nos indicando lugares diferentes, que não seriam recomendados em um hotel, por exemplo'', diz.
Também argentino, o técnico eletrônico Patrício, conta que já esteve em outro hostel no Brasil, na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. ''Além de tudo isso, é sempre uma boa opção principalmente econômica'', afirma. (M.G.)

mockup