Antes de sair do Centro da cidade, MC Pateta faz outra parada. Dessa vez, no Centro Social Urbano da Vila Portuguesa. Ali avista o parque bem tratado e mostra a nova pista de skate, uma conquista da rapaziada – o pessoal do rap é ligado em skate e basquete. E encontra outro mototaxista, Adriano Bonafini Filho, 40 anos, morador da Vila Recreio há 30 anos. ‘‘Meus amigos, nossa turma, a gente convive juntos desde quando eu tinha oito anos. Posso dizer uma coisa, aqui é perto do Centro, perto de tudo, mas a periferia de Londrina começa aqui’’, opina Adriano.
  Não muito longe dali, na Rua São Vicente de Paula, dona Luiza Brito Lourenço volta de sua caminhada feita diariamente no CSU. Saudável e em boa forma, ela abre seu quiosque de lanches e diz que sempre morou ali e que gosta muito do local. ‘‘A cidade cresceu e o Centro Social Urbano está mais cuidado, a gente está melhorando como cidade, como londrinense, o melhor da vida está acontecendo agora’’.
  Também tem ‘‘estrangeiro’’ na Vila Portuguesa, e para quem vem de fora Londrina é encantadora. O carioca Marcelo Almeida, estudante de Educação Física, chegou em Londrina há cerca de um ano e sete meses. Ele veio de Niterói, Estado do Rio de Janeiro. E na frente de sua casa ele vê o parque do CSU. Enquanto lava o seu carro na tarde ensolarada, observa que o londrinense reclama demais. ‘‘Eu estou encantado com a cidade e a qualidade de vida. Isso aqui é um paraíso. É lógico que a cidade apresenta problemas, mas é só olhar com atenção para ver como a cidade é muito bem cuidada, organizada e limpa. E o melhor, não tem os engarrafamentos que eu estava acostumado. A área verde que existe aqui é maravilhosa’’, elogia o estudante. (M.A.A.)

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