Curitiba - O dia de eleição foi considerado calmo na maior parte dos municípios paranaenses. Segundo o secretário estadual de Segurança, Luiz Fernando Delazari, 100% dos policiais em atividade no Paraná foram para as ruas, o que garantiu a tranqüilidade no Estado. Até o início da noite, 178 pessoas foram presas por crimes eleitorais no Paraná, sendo que Curitiba e Região Metropolitana registraram 65 casos, informou a assessoria de imprensa da Secretaria do Estado de Segurança.
  Trinta e oito pessoas foram levadas para a Delegacia de Piraí do Sul (74 km ao norte de Ponta Grossa) por terem feito uma reunião no comitê eleitoral do candidato a prefeito Antonio El Achkar Toto (PTB). Elas foram autuadas nos termos circustanciados e liberadas em seguida. Todas serão ouvidas novamente para averigüar se houve crime eleitoral.
  Na Região Metropolitana de Curitiba, no 7 º Cartório, em Cerro Azul, 13 policiais atendiam os 11.700 eleitores do município, além dos cerca de 4.700 eleitores de Doutor Ulysses, da mesma comarca. De acordo com o chefe de cartório, Joseney Perusso Segundo, um dos policiais se apresentou alcoolizado. As duas cidades tiveram vários episódios de boca-de-urna e compra de votos, mas, de acordo com Perusso Segundo, o pouco policiamento impediu que tenha havido uma boa fiscalização.
  Em Almirante Tamandaré, uma fiscal da coligação ‘‘Tamandaré no Rumo Certo’’ se ofereceu para substituir um mesário que faltou à seção. Impedida, ela se exaltou e foi encaminhada para o Ginásio da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), onde ficou à disposição da Justiça Eleitoral. Em Pinhais, uma bomba foi solta por dois adolescentes em um banheiro do Colégio Tereza Correa Machado, no Bairro Weissópolis, o que causou confusão na seção. Os dois chegaram a ser contidos por fiscais, mas conseguiram escapar. Ninguém ficou ferido.
  Além de 30 presos por boca-de-urna, Araucária registrou um caso de falsificação de ‘‘santinhos’’. Segundo a chefe da 50 ªZona Eleitoral, Yna Barbosa Honda e Sousa, um panfleto trazia a foto de uma candidata a vereadora, Ivana Lopes (PMDB), e o número de outro candidato, Mário Sérgio Rocha (PMDB). Ainda não se sabe a autoria do material. O caso foi encaminhado para a Justiça Eleitoral.
  Em Colombo, uma confusão de torcidas dos candidatos Beti Pavin (PMDB) e J. Camargo (PSC) envolveu 200 pessoas. Simpatizantes de Camargo acusavam Beti de fazer boca-de-urna e o tumulto dificultou a entrada de eleitores na Escola Municipal Padre Durval Secchi.

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