Marcelo Almeida‘‘Em ano de Copa e eleições, todos acabam se envolvendo e a economia fica prejudicada’’, afirma o economista Gilberto CamargoO ano só começa depois que o Carnaval acaba. A afirmação, feita desde os tempos de nossos avós, contém uma parcela de verdade. Mas o que dizer de um ano em que a Copa do Mundo e as eleições interrompem novamente a rotina? Quando realmente começa 98?
Na opinião da universitária Flávia Renata Duarte, 17 anos, que passou em primeiro lugar no vestibular para o curso de Pedagogia na Universidade Federal do Paraná, o ano ‘‘infelizmente’’ só começa depois do Carnaval. Ela acha que a Copa e as eleições não vão prejudicar muito o andamento do País.
‘‘Já pararam tanto no começo do ano que não acredito que parem novamente nestas ocasiões’’, arrisca. ‘‘Acho que é dada muita importância para o Carnaval, fazendo com que se perca muito tempo’’, reclamou Flávia.
Divulgação‘‘Depois do Carnaval, triplica a procura dos pacientes pelos tratamentos’’, garante o médico e cirurgião plástico Marco Aurélio Reggazzo
Ela está ansiosa para que suas aulas comecem e garante que já está enjoada das férias. ‘‘Queria muito ter tido aulas antes do Carnaval e não apenas em março’’, disse ela. ‘‘Estou na maior expectativa para saber como é a universidade’’.
Ela contou que preenche o seu tempo assistindo televisão, lendo e estudando os livros que pertencem a sua mãe, que trabalha como professora. ‘‘Fico quase o dia todo sozinha em casa e aproveito para já ir me preparando para minha nova carreira.’’
Quem também torce para que o Carnaval acabe logo e o ano finalmente recomece é o médico e cirurgião plástico Marco Aurélio Reggazzo. ‘‘A procura dos pacientes triplica depois do carnaval’’, conta.
Kraw PenasA universitária Flávia Renata Duarte torce para que suas aulas comecem logo. ‘‘É muito tempo dedicado ao Carnaval’’, reclama
O médico explicou que ele mesmo aconselha que os tratamentos prolongados não sejam iniciados nas primeiras semanas do ano, já que acabam sendo interrompidos com o grande feriado de fevereiro. ‘‘Sugiro que tratamentos para celulite ou gordura localizada, por exemplo, sejam feitos sem interrupção’’.
Durante os jogos da Copa ou nos dias de eleição e apuração de votos, entretanto, ele não acredita que vá acontecer alguma parada em seu trabalho normal. ‘‘O perfil de meus clientes é específico e não acredito que vá haver uma quebra nos tratamentos. ‘‘Acho que nestas casos a influência será menor’’.

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