Quando funcionava havia mais sensação de segurança
A reportagem da Folha esteve em três bairros de Curitiba onde antes funcionavam módulos policiais: Água Verde, Vila São Pedro e Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Os dois primeiros módulos estavam vazios e membros da comunidade apontaram que os locais estavam abandonados. O da CIC havia sido demolido e uma praça foi feita no lugar.
O taxista Peterson da Silva trabalha num ponto de táxi ao lado do módulo desativado do Água Verde. ''Há cerca de um ano, quebraram um vidro do módulo e tentaram roubar uma coisas que estavam dentro, mas não conseguiram. Aí policiais vieram e tiraram as coisas daí'', explica o taxista. Silva diz que vê ''muito pouco'' a viatura do Povo no bairro. ''Era melhor ter o módulo fixo funcionando. Era uma referência. Desativar não é o caminho.''
Quando a reportagem da Folha esteve na Vila São Pedro, o módulo estava vazio, com vidros quebrados, sujeira no interior e paredes pichadas. O encanador Luiz Humberto Ferreira, morador da região, diz que a estrutura atualmente tem apenas uma utilidade: um senhor que limpa a praça do bairro costuma guardar suas ferramentas na parte de trás do módulo. ''Não vou dizer que a segurança melhorou ou piorou depois que desativaram o módulo, porque eu estaria mentindo. Mas acho que quando o módulo funcionava havia mais sensação de segurança. Sempre tinha pelo menos uma viatura aí'', aponta o morador.
A comerciante Ermelina de França, que trabalha em frente à praça onde antes ficava o módulo fixo da CIC, na Rua Raul Pompéia, afirma que a estrutura foi demolida este ano. ''O módulo estava abandonado. O governador e o prefeito anteriores não resolviam nada. Foi feito um abaixo assinado para demolir o módulo. Agora está melhor. O lugar tinha virado um ponto de drogas'', explica Ermelina.
Apesar de lamentar a falta de segurança em Curitiba, ela não defende a reativação do módulo. ''O módulo não resolve, e não adianta colocar mais policiamento na rua. Tem que mudar as leis. Hoje, quem pratica crime não fica preso'', aponta a comerciante. (F.G.)





