Quando bebês, confundiam até a mãe
Em Paranaguá, litoral do Estado, Vanessa Cristina dos Santos Silva confessa que já confundiu suas filhas gêmeas idênticas. ''Claro que já, especialmente quando eram bebês, dava mamadeira duas vezes para a mesma, e outra vez na troca de fraldas''.
A mãe explica que, com quatro filhos no total, as duas gêmeas recebiam atenção juntas, uma seguida da outra. A confusão só era desfeita depois. Atualmente, Mariana e Maritza, 8 anos, demonstram personalidades marcantes e distintas. ''Às vezes, fico brava quando me confundem e ficam brincando, me chamando com o nome da minha irmã, acho de mau gosto'', declara Maritza, que é defensora da irmã com unhas e dentes. ''Ela precisa de mim em tudo'', frisa a menina.
Elas usam o mesmo corte de cabelo, roupas no mesmo estilo, não ligam em usar o mesmo espelho e fazem interpretações bem interessantes sobre o que observam ali. ''É legal ver a mesma coisa e como somos iguaizinhas, me vejo nela e ela em mim'', comenta Maritza. E Mariana complementa. ''A única diferença é que Maritza tem a pintinha na testa e eu não tenho, a minha é na boca''.
Na escolha de cores, uma adora azul, outra rosa. E elas asseguram. ''Não gostamos de usar roupa igual, não''.
As respostas das crianças quando são perguntadas pelos apelidos fazem toda a família sorrir. ''Eu a chamo de Pizza'', conta Mariana, mais briguenta e geniosa. ''E ela que é a Banana!'', sorri Maritza, mais calma e diplomática.
A mãe intervém no pequeno bate-boca que nem bem começa, já acaba. ''Elas brigam e se provocam, mas são unidas demais, não se largam. Acho importante destacar que elas de fato se parecem muito, mas existe a individualidade de cada uma, que tentamos manter a todo custo para o desenvolvimento de suas capacidades específicas''.
Mariana nasceu primeiro, depois de dois minutos veio Maritza. Gostam de frisar o nome de cada uma, Mariana Lorena e Maritza Fernanda. Mariana tem 32 quilos e 1m36. Maritza, 35 quilos e 1m35. As duas estudam na mesma escola, na segunda série do Ensino Básico, à tarde, mas em salas separadas.
E, pequeninas, já pensam em um futuro, bem parecido, é claro: ''Quero ser delegada'', sonha Maritza. ''Quero ser juíza'', planeja Mariana.(M.C).





