A Zona Rural de Marquinho começa a colher os frutos da qualificação. Boa parte dos agricultores se organizou em associações. Com isso, diminuíram custos e aumentaram os ganhos.
O sindicato dos trabalhadores encurtou a distância das linhas de crédito para reforma e construção de casas. Desde 2005, 85 famílias foram beneficiadas. ''Se não fosse desse jeito, nunca ia conseguir fazer uma casa dessas'', comemora o agricultor Ernande Grueslki, ao lado da mulher e dos filhos. A entidade ainda dá apoio em casos de aposentadoria, acesso à saúde e outros.
A Secretaria Municipal de Agricultura definiu como desafio a melhoria da qualidade do rebanho, do leite e das pastagens, disponibilizando assistência técnica, facilitando o acesso ao crédito e buscando a qualificação dos agricultores. Também apoia a compra de botijões de inseminação artificial e de resfriadores para armazenar o leite produzido.
A associação dos agricultores do Alto do Cobre, por exemplo, comprou botijão e sêmem para atender os associados. Para derrubar custos, o agricultor Nelson Lolek aprendeu a fazer as inseminações. O grupo ainda emprestou um resfriador da compradora do leite para não ter perdas. ''Com o leite a gente recebe todo fim de mês. Quando só cuidava da lavoura, tinha que plantar, esperar e rezar para ter lucro'', agradece a esposa de Nelson, Ivete Calaçães Lolek.
Ainda assim, o carro de boi não perdeu espaço. Também da família Lolek, Benilson está com 19 anos e ainda usa o prosaico meio de transporte para muitas tarefas. Ele ainda pensa em buscar outras oportunidades longe dali, mas ainda não se decidiu. ''Aqui o negócio é só lavoura. Para a gente que é novo, na cidade poderia ser melhor.'' (L.A.)

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