Qualidade em alta
Apostar em um nicho que cresce em decorrência do maior poder aquisitivo que o brasileiro está obtendo é uma aposta que algumas fábricas de bonés vem dando de uns anos para cá. O licencimento de marcas faz com que saia da Cidade Alta produtos de qualidade e de marcas famosas no Brasil e no mundo.
É uma maneira de diferenciar dos demais e também enfrentar a pirataria. Nesse produto o valor agregado, bem como a penetração, é diferenciado. É muito pouco o número de fábricas que possui licenciamento em Apucarana, esclarece Luís Eduardo Favaretto, diretor de vendas da Boneleska, indústria que emprega 55 funcionários e que trabalha há 14 anos com licenciamento de marcas, entre elas Disney, Sport Club Corinthians (bebê e infantil), São Paulo Futebol Clube (bebê e infantil), Marisol, Umbro (para o Santos Futebol Clube).
Obter a exclusividade de fabricação de uma grande marca requer muitos fatores. São várias as análises que atestam se a empresa tem porte para confeccionar o produto de uma grande grife. São inúmeras as exigências. Empresas como a Nike e a Umbro, por exemplo, tem uma severa auditoria. Eles querem saber, por exemplo, para onde vão os retalhos, agulhas quebradas, lâmpadas queimadas. Essas exigências entram dentro da auditoria sócio-ambiental, esclarece Favaretto.
Um boné considerado de qualidade não sai da fábrica por menos de R$ 15. Uma vez na loja atingem o valor de R$ 60, R$ 100 ou até mais, variando da marca em questão.
A linha de produção também é bem menor. Enquanto uma fábrica que só trabalha com bonés promocionais despeja no mercado cerca de 10 mil peças/dia, a fabricação de um modelo com detalhes impecáveis e costuras perfeitas é de 1.500 peças/dia.(E.S.)





