Qualidade do vinho atrai até fregueses estrangeiros
Há 65 anos a família Strapasson produz vinho no mesmo local procurado por fregueses que se mantêm fiéis desde aquela época, além de pessoas em busca do sabor característico da bebida caseira. ''Quem acostuma com o vinho caseiro não fica sem. O vinho que a gente faz é o mesmo que se fazia antigamente, há três gerações. Tem freguês até de fora do Brasil que vem pegar vinho aqui. Não existe mais vinho rústico assim na Europa e eles gostam'', justifica Pedro Hamilton Strapasson. O preço do litro de vinho custa R$ 5 e o garrafão, R$ 20.
De acordo com a professora do departamento de Farmácia da Universidade Federal do Paraná, Tania Maria Bordin Bonfim, coordenadora do projeto Melhoria da Qualidade do Vinho Produzido no Município de Colombo, desenvolvido desde 1999, 95% das amostras da bebida artesanal analisadas em dezembro do ano passado apresentaram características de acordo com os padrões fixados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A análise leva em conta itens como teor alcoólico, quantidade de açúcar e acidez.
O projeto observou a produção artesanal e orientou os produtores sobre a padronização do preparo do suco de uva para a fermentação (quando é feita a adição de açúcar) e procedimentos de sanitização adequados. Os produtores artesanais são tradicionalmente conhecidos pelos vinhos doces, embora hoje a produção de vinho seco esteja crescente, e segundo a professora ''mesmo os vinhos doces produzidos em Colombo estão dentro dos limites de açúcar que não são prejudiciais à saúde das pessoas''. (D.R.)





