QUAL É O SEU TIPO? - Elas falam sobre eles
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de setembro de 2007
Elaine Souza<br>Especial para a FOLHA 
Certamente você, mulher, já se rendeu ao velho ditado: ''Homens são todos iguais, só muda o endereço!''. Mas seria isso verdade mesmo? Esse é um assunto que renderia laudas e laudas, já que o mundo se encontra povoado pelos mais variados tipos e estilos: altos, baixos, simpáticos, tímidos, bonitos, feios, chucros, românticos... Difícil nunca ter conspirado contra ''a espécie'', ou mesmo chorado no ombro da amiga por descontentamento com eles e, até mesmo, ter jurado de pé junto que ficar sozinha é bem melhor.
Contudo, estereótipos à parte, as classificações por elas citadas abaixo são as mais comuns no mercado e, certamente, alguns desses tipos já passaram em sua vida.
Aqueles que só querem ficar
Nas festas eles figuram aos montes. Demonstram estar encantados com a companhia, retribuem carinho e atenção, mas na hora do ''vamos ver'', os batizados como ''aqueles que só querem ficar'', pulam fora ao se sentirem obrigados a progredir no relacionamento. A médica Letícia Lima sempre teve uma queda pela denominada classe dos ''ficantes'', e explica o porquê da atração: ''Só aparece isso porque a gente só quer isso''.
Os vários pretendentes ainda tinham a sorte de Letícia levar um certo tempo para cobrar algo mais sério, pois muitas vezes o ''ficar'' estendia-se por um, dois, três anos. ''Eu adorava aquela coisa de ter rolo por vários anos, acho que isso acontecia também porque sou bem pé no chão'', explica, completando: ''Aquela coisa de ficar no fim da noite é muito bom, coisa que eles também adoram!''.
'Eu não sou cachorro não!'
Eles são especialistas na arte de seduzir, conquistar pelo charme e estilo. No entanto, não esperem o telefonema prometido no dia anterior. Os famosos ''cachorros'' são bons de conversa, ótimos mentirosos, atores na arte de fingir e, dificilmente, envolvem-se apenas com uma mulher. Compromisso sério é lenda entre eles. Pois é, mas há quem goste e atraia esse ''exemplar''.
A jornalista Denise de Souza já perdeu a conta de quantos desse padrão passaram por sua vida. ''Sempre gostei de homens que adoram uma festa, balada, barzinho, churrasco. Afinal, sou assim! O problema é que, agindo deste jeito, sei que nunca vou encontrar o homem ideal. Afinal, sei dos meus princípios, mas o homem que gosta de curtir a vida, geralmente não acredita que vai encontrar a mulher ideal em uma balada ou barzinho'', desabafa.
Histórias para contar, ela tem aos montes. ''Uma vez, um cara que eu adorava - mas sabia que era mais um que não queria nada com nada - depois de séculos sem dar notícia, mandou uma mensagem no meu celular dizendo: 'Feliz Dia do Beijo' ''. ''Como imaginei que era daquelas mensagens automáticas, que você manda para várias pessoas ao mesmo tempo, nem respondi. Uma semana depois, fui a um restaurante bacana, que ele havia me indicado e mandei uma mensagem para ele dizendo que estava ali. O que ele fez? Não me respondeu. Esse tipo de homem é o que mais tem por aí. Por isso, hoje estou revendo meus conceitos'', garante.
O encantador de mulheres
Inteligentes, atualizados e donos de um ótimo discurso. Estão por dentro de tudo, falam várias línguas, entendem de vinhos e tem um jeito de falar que encanta as mulheres. Realmente um tipo raro.
A categoria dos ''intelectuais'' fascina a fisioterapeuta Giselle Bernini, que garante que homem sem essa qualidade é impossível suportar. ''A inteligência é afrodisíaca. Não existe nada pior do que você conversar com uma pessoa sem conteúdo, que só fala asneira'', diz.
Mulheres que admiram homens assim, buscam algo que vai além da beleza física, algo que exceda músculos e rosto perfeito. ''A companhia pode ser um Brad Pitt, mas se é burro, não tem amor que aguente. Você sai com o cara, acreditando que ele é uma coisa e, na verdade, é um fútil. Aí tem que passar a noite toda ouvindo besteira'', diz a moça.
'Sou bonitão, bonitão, bonitão'
Rejeitados por muitas, mas reverenciados por outras, os ''bonitões'', aqueles com bíceps, tríceps e todos os íceps possíveis trincando, ou seja, na mais perfeita forma, possuem várias admiradoras.
O apreço não chega a ser unânime porque, na maioria dos casos, eles não aliam beleza com agudeza. Ana Vialle, que há sete anos mora na Flórida, Estados Unidos, arrumou mais um tipão do jeitinho que adora. ''Homem para mim precisa ter olhos, boca e sorriso perfeito. Depois vem o físico. Meu namorado é assim. Não que ele seja o mais inteligente, mas também não é burro não'', conta ela que confessa: ''Já fiquei com homens lindos e burros, mas é uma vez e tchau. Homens bonitos não são sinônimo de relacionamentos certos, muito pelo contrário, dão um trabalho danado!''.
Sensível e romântico
Muitas vezes, eles se importam com coisas para as quais nem as mulheres dão bola. Chegam a adivinhar o que a parceira almeja naquele momento. Sempre atenciosos, carinhosos, chegam a ser, para algumas, pegajosos, que grudam, sufocam, enjoam. Mas, para Fabielle Fortuna, o estilo ''sensível e romântico'' sempre foi o protótipo dos seus sonhos.
''Sempre adorei homens que fazem de tudo por mim. Gosto de me sentir protegida, de ter alguém do meu lado a toda hora. Tive um namorado que sabia todos os meus gostos. Ele chegava a adivinhar o que eu queria comer. Não tinha que me dar ao luxo de ficar pedindo nada'', conta.
Machista, mas com ternura
Por último, mas não menos comentado, um estilo polêmico, capaz de despertar paixões e estimular ódios: os machistas. Eles amam à moda bem, mas bem antiga mesmo. Quem gosta garante que eles não chegam a puxar suas parceiras pelos cabelos, como fazia a raça nos primórdios. Mas, como gosto não se discute, existe quem o estime e defenda.
A publicitária Juliana Zattoni admite gostar do estilo, mas também ressalta que, com jeitinho, acaba conseguindo tudo o que quer estando ao lado de um modelo assim. ''Meu marido não se encaixa tanto no estilo supermachista, mas ele é sim rústico e ciumento. O interessante é que consigo ficar mais ''Amélia'' em relação ao comportamento do meu marido e ter absolutamente tudo o que eu quero dele: amor, afeto, carinho, compreensão, amizade, roupas, viagens, enfim, tudo''.
''Na verdade'', complementa, ''é um toma lá, dá cá, no qual o amor com certeza impera e me estimula a passar por cima do meu jeito livre e independente, para me enquadrar no estilo esposa à moda antiga, mas tendo todas as regalias e todo o carinho que o meu homem me proporciona'', conclui.


