Quais as dificuldades para as novas produtoras?
A molecada já está nascendo dentro do audiovisual. Quando resolvem reunir um grupo de talentos e abrir uma produtora de vídeo, a questão vem acompanhada de uma série de poréns, sendo a inserção em um mercado altamente competitivo um dos mais importantes deles. O publicitário Gustavo Panacione Ribas, 22, abriu, em março deste ano, com o sócio Murilo Wesolowicz, a Fita Crepe Filmes. ''Para quem não tem um nome, é bem complicado concorrer com produtoras que atuam há anos no mercado.'' A dupla começou com o pé direito, e ganhou um edital da Fundação Cultural de Curitiba para a produção de um curta-metragem. ''No mercado, o espaço para os pequenos trabalhos está pouco explorado e não há produtoras voltadas para isso'', diz.
A Banzai Studio, há dois anos no mercado, reúne uma série de talentos da nova geração. Com trabalhos premiados em festivais de cinema, Thales Quadros, 18, fez seu primeiro vídeo aos dez e vê outra questão como fundamental. ''Aqui em Curitiba não tem inserção, pois eles não procuram uma produtora diferenciada. Eles querem o clichê.'' Quadros acredita que os clientes são muito conservadores e só aceitam idéias novas quando já foram testadas em outros lugares como São Paulo. ''Eles podem até achar legal o que fazemos, mas não conseguem se imaginar fazendo algo com a gente.''





