Curitiba - As denúncias de caixa 2 na campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT) desgastaram o PT do Norte, mas ainda assim o partido mantém sua força na região.
De acordo com Ricardo Costa de Oliveira, apesar das denúncias feitas pela ex-assessora Soraya Garcia, o PT de Londrina tem grandes nomes importantes em seus quadros, como o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e a diretora financeira de Itaipu, Gleisi Hoffmann. São cartas na manga para a campanha.
''O PT em Londrina foi o único grupo local que conseguiu uma vitória nas eleições municipais no Sul do País, uma vez que em Curitiba e Porto Alegre, por exemplo, o PT perdeu'', exemplificou o professor.
O cientista político aponta que o PT de Londrina se elegeu numa disputa contra o ex-prefeito Antonio Belinati, que já havia se envolvido em denúncias de corrupção. ''Tiveram frentes contra o Belinati, não necessariamente a favor do Nedson'', avalia.
Com a conquista do segundo mandato no segundo maior colégio eleitoral do País, o PT de Londrina se habilitou politicamente a ter uma influência maior, continua o professor. ''Isso repercutiu também na escolha de um petista local para um posto no primeiro escalão, que foi o deputado federal Paulo Bernardo, no Planejamento. E o PT de Londrina sempre foi próximo ao PT de Palocci, tanto que Bernardo atua com Palocci'', completa.
Oliveira lembra ainda do deputado estadual André Vargas, presidente da legenda no Paraná. ''Ele tem uma linha bastante definida de oposição ao governo Requião (PMDB), ao contrário de petistas do Sul do Paraná, como os deputados estaduais Natálio Stica e Ângelo Vanhoni, ou o secretário de Estado Padre Roque Zimmermann (Trabalho, Emprego e Promoção Social)'', diz. (M.D.)

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