Psicóloga diz que jovem encara o ficar como uma aprendizagem
Mais do que ser influenciado pelos novos modelos de relacionamentos que a sociedade tem apresentado, o jovem de hoje também tem encarado o ''ficar sem compromisso'' como uma oportunidade de aprendizagem para suas escolhas amorosas.
A psicóloga Ivana Maria Campagnolli explica que hoje, eventualmente, é possível encontrar adultos com 30 anos ou até 40 anos de idade com este perfil de comportamento e que a explicação para isso pode estar apoiada em questões psicológicas registradas na história de vida dessa pessoa.
''Talvez o sentimento de rejeição, abandono ou ainda a superproteção pode ser o motivo que leva esse jovem a não querer um compromisso sério. Mas ninguém quer ficar sozinho por muito tempo, por mais que as relações estejam tão abertas como estão hoje'', diz.
Segundo ela, a superproteção se refere a pais que protegem seus filhos exageradamente, impedindo futuramente que os mesmos assumam compromissos e responsabilidades que possam cercear sua liberdade. Ela ainda diz que, uma outra questão se refere a pais que negam manifestações de carinho e afeto fazendo com que o jovem não se envolva afetivamente, justamente pela insegurança e medo da perda.
''Nós humanos, somos seres gregários e temos necessidade de construir relacionamentos cunhados pela afetividade. Somente os relacionamentos podem nos proporcionar segurança e estrutura, e nos ajudar no desenvolvimento como pessoas. Os que persistem em manter relacionamentos fugazes e superficiais podem acabar sozinhos'', afirma.(F.B.)





