A crescente demanda por proteção ambiental e sustentabilidade tem fortalecido a importância de novas profissões – como a de engenheiro ambiental.

Regulamentada há apenas 12 anos, a Engenharia Ambiental encontra diversos campos de atuação, em órgãos públicos e privados que buscam soluções e melhorias para o meio ambiente – planejamento de gestão de resíduos, arborização urbana, instalação de canais de esgoto, entre muitas outras tarefas e atribuições.

Além de empresas de gestão e auditoria e indústrias com reais preocupações ambientais, o engenheiro ambiental encontra boas oportunidades de trabalhos nas cidades que abrigam as sedes de órgãos públicos. Em Londrina, por exemplo, pode-se atuar no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), na Embrapa e em escritórios regionais do IAP, Sanepar e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

Na opinião do presidente da Associação Paranaense de Engenheiros Ambientais (Apeam), Renato Muzzolon Júnior, as oportunidades profissionais vêm aumentando. "Do final de 2009 para cá, as empresas estão começando a se conscientizar de que o meio ambiente é um ativo fixo", diz ele. "Muitas ainda enxergam o compromisso com o meio ambiente como um gasto à parte. Não planejam os gastos relacionados a licenciamento ambiental e afins. Desse jeito, a contratação de engenheiros ambientais, e de outros profissionais da área, acaba prejudicada."

Para Muzzolon, a expansão das cidades e o aumento da consciência ambiental estão fazendo com que haja maior interesse no engenheiro ambiental. "De dois anos para cá a profissão tem entrada numa fase melhor. Não faltam serviços para o engenheiro ambiental", diz ele, citando as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 como fatores de geração de empregos por conta da sustentabilidade.

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