Prós e contras da piscicultura paranaense
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de abril de 2014
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
A produção de pescados tem ganhado notoriedade no Paraná, principalmente na região Norte, um dos maiores polos de produção do Estado. Mesmo em constante processo de expansão, o setor ainda possui alguns gargalos que atrapalham o crescimento da atividade. Um deles, afirma Luiz Eduardo Guimarães de Sá Barreto, engenheiro de pesca do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), seria o fortalecimento do setor produtivo que, segundo ele, necessita de apoio.
Ele destaca que o setor precisa trabalhar para viabilizar a desburocratização da legislação, principalmente as leis referentes ao uso de áreas da União para a produção de pescados em tanque rede. O objetivo, afirma ele, seria facilitar a vida do produtor e garantir uma possibilidade de incremento na produção. Além disso, Barreto alerta que há poucos técnicos para dar assessoria aos produtores, ajuda esta que poderia elevar ainda mais a produtividade dos piscicultores.
Durante a ExpoLondrina os produtores da região irão realizar um encontro para discutir as dificuldades e soluções do setor produtivo. "Iremos debater questões relacionadas às políticas públicas, saúde animal, biossegurança e outorga de águas", completa o engenheiro de pesca do Emater.
Segundo ele, a demora no processo de outorga de água dificulta a captação de recursos de custeio e comercialização da produção. Barreto destaca ainda que os custos de produção estão muito altos, motivados principalmente pela valorização da soja, um dos produtos mais utilizados na ração dos animais. O engenheiro completa que a elevação nos custos reduz os investimentos na produção. Atualmente, observa Barreto, a oferta não consegue suprir a demanda crescente.
Sanidade
Um dos temas que deverá ser abordado no encontro, que ocorrerá no dia 8 de abril, será a sanidade da produção aquícola do Estado. Mesmo com baixo índice de infestação, o Mexilhão Dourado, molusco proveniente da China, pode infestar os tanques rede. A colônia reduz a circulação da água do tanque e, consequentemente, o nível de oxigênio, causando a redução da produtividade dos peixes.
Um dos sistemas que impede a infestação desse molusco é a retirada do tanque rede a cada 90 dias. Com isso, afirma Barreto, o ciclo do mexilhão é interrompido. "É uma praga exótica que deve ser combatida." O engenheiro explica que a contaminação ocorreu através da água de lastro dos navios. Despejados no mar, os moluscos chegaram com o tempo em rios e lagos do interior.
Visitantes
Barreto, engenheiro do Emater, completa que a ExpoLondrina é uma vitrine para a piscicultura paranaense. Ricardo Neukirchner, diretor da Aquabel, empresa sediada em Rolândia (Norte), afirma que a exposição ajuda a fomentar a piscicultura na região, apresentando para a população a importância da atividade. Neste ano a Aquabel irá levar para a exposição um aquário de 12 mil litros com tilápias, pacu, pintado, entre outros.



