Proprietário do parque de diversões estuda alternativas
Evidentemente, as mudanças que a Prefeitura de Curitiba estuda adotar no Barigui vão mexer com as vidas das pessoas que trabalham lá. Milton França Ribeiro, proprietário do parque de diversões, afirma que está disputando na Justiça o direito de manter seu estabelecimento no Barigui.
''A permissão de uso que tenho é de prazo indeterminado. Estou aqui há 30 anos, sempre pagando aluguel, que isso fique bem claro. Em 1993, foi feita uma nova permissão, e a questão foi passada para a Urbs. Estou discutindo com a Urbs judicialmente. Eles pediram o terreno de volta. Em 2006, tentaram fechar o parque de diversões, mas não conseguiram. Provamos que está tudo certo, fazíamos vistoria nos brinquedos, tínhamos equipe de manutenção, nunca teve acidente aqui'', afirma Ribeiro.
O empresário diz que, devido à indefinição judicial, o parque está fechado há cinco meses. ''Tive que dispensar 40 funcionários'', lamenta. Ribeiro considera a hipótese de perder a disputa na Justiça e já está estudando alternativas. ''Estou preparando para levar os brinquedos para um shopping. Há alguns que são apropriados para esse tipo de lugar. Além disso, duas prefeituras se dispuseram a levar o parque inteiro ou boa parte dos brinquedos para seus municípios, mas há um custo. Tem que ver se haverá movimento para ter retorno'', relata.
Ambulantes do Barigui que não quiseram ser identificados disseram à Folha que não tiveram as licenças renovadas no início deste ano. Mesmo assim, a questão parece não preocupar. Eles afirmaram que há um comentário de que a Prefeitura ofereceria um curso para que os ambulantes melhorassem o atendimento e que seria proposta uma padronização de carrinhos e uniformes.
''Aqui, entre sorveteiros, vendedores de pipoca, caldo de cana e outros, há uns 50, 60 ambulantes. Como alguém vai chegar e dizer que eles não podem mais trabalhar aqui? Isso envolve o interesse de toda a comunidade'', diz um ambulante. Ele afirma, entretanto, que não descartaria a possibilidade de ser realocado para outro espaço em Curitiba. ''Aqui está saturado. Tem mais ambulante do que gente passeando''. (F.G.)





