Promoção social é o maior desafio
Promoção social é o maior desafio
Ao receber investimentos industriais, município busca equilíbrio para garantir qualidade de vida aos menos favorecidos
Giovani Ferreira
Cezar FerrariDuas unidades de montagem da fábrica de canetas Ita funcionam em Condomínios Sociais da prefeitura junto a comunidades carentes da periferia , que busca assim garantir resgate social ao viabilizar, a um só tempo, emprego e moradiaQuando vão ao banco, idosos recebem até auxílio médicoDiante do acelerado desenvolvimento industrial, Ponta Grossa enfrenta outro grande desafio o da promoção social. O município tenta aliar a estruturação econômica à melhoria da qualidade de vida da população. Nesse sentido, a cidade vem dando um destaque especial aos programa de ação social, visando à promoção dos pontagrossenses, para buscar uma melhor distribuição de renda e emprego.
Um dos trabalhos que vêm chamando atenção é o projeto Mãos Unidas em Parceria, por meio do qual as empresas que estão se instalando no município se comprometem a selecionar mão-de-obra entre as famílias carentes. A fábrica de canetas Ita, por exemplo, que começou a produzir no ano passado, montou duas unidades de montagem dentro de comunidades de baixa renda, que moram na periferia da cidade.
As oficinas de montagem foram estruturadas dentro dos três Condomínios Sociais da prefeitura, onde moram 96 famílias carentes. De acordo com João Carlos Barbiero, secretário municipal de Ação Social, as pessoas trabalham sem praticamente precisar sair de casa. Isso se constitui em um verdadeiro trabalho de resgate social, viabilizando emprego e moradia à população carente, diz Barbiero.
Outra preocupação do município é na atenção aos idosos. Entre os vários programas desenvolvidos para a 3ª idade está o apoio aos idosos que ficam nas filas de banco. Nos primeiros cinco dias úteis de cada mês, quando os aposentados vão às agências receber seus salários e pagar contas, equipes da Secretaria de Ação Social fazem uma ronda distribuindo lanches, arrumando banquetas e assistindo aos velhinhos com uma enfermeira de plantão.
A secretaria ainda desenvolve projetos como o Centro de Orientação ao Imigrante, que recebe e encaminha pessoas que vêm aventurar a vida na cidade; o Táxi Especial, que fica 24 horas à disposição de portadores de deficiência; e A Comunidade te Espera, responsável pelo atendimento a ex-presidiários.
João Barbiero explica que todos esses programas têm por objetivo resgatar a cidadania da população carente, fazendo com que as pessoas mais pobres também sejam beneficiadas com o desenvolvimento do município. No entender de Barbiero, o atendimento social é o mínimo que uma cidade como Ponta Grossa, que está recebendo milhões em investimentos industriais, pode fazer pela comunidade que realmente precisa de atendimento público.





