Promessas para o centenário
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Londrina já revelou nomes de alcance nacional e internacional em diferentes modalidades esportivas: Giba, no vôlei, Natália Falavigna, no taekwondo, Fernandinho, que jogou pela Seleção na última Copa do Mundo de futebol...
Centenas de crianças e adolescentes praticam esporte na cidade e participam de competições. Alguns já se destacam e alimentam o sonho de ser atletas de alto rendimento em 2034, quando Londrina completa 100 anos.
Anna Beatriz Góis Pereira, de 14 anos, é armadora do time de basquete ALE/Agroterra/By Unna/Colégio Londrinense. Após se destacar na seleção paranaense sub-15, da qual foi capitã na campanha de terceira colocada no Campeonato Brasileiro de Seleções, e no time do Colégio Londrinense vice-campeão nos Jogos Escolares da Juventude, ela foi recompensada com a primeira convocação para a seleção brasileira sub-15, em outubro. Já recebeu convites para treinar e competir em equipes de São Paulo e Santa Catarina.
Ela joga desde os 5 anos. Parou por algum tempo porque "não tinha força para arremessar" e retornou em 2008. "Sempre gostei de basquete. Gosto de vários esportes, mas foi no basquete em que me adaptei melhor", explica Anna Beatriz, que diz ter como ídolos Michael Jordan e Hortência. Muito nova para ter visto os dois na ativa, a londrinense conta que costuma ver vídeos do americano e da brasileira na internet para aprender técnicas.
"Toda pessoa que treina sério tem o sonho de se tornar profissional. Comigo, não é diferente. Eu fui subindo, primeiro disputei (competições) no (nível) municipal, depois estadual, nacional, até chegar à seleção brasileira. Quem sabe eu não chego à WNBA? (liga americana de basquete feminino)", sonha a adolescente.
Henrique Bastreghi Bersot da Fonseca, de 8, é um dos destaques do time sub-9 da escolinha do Londrina Esporte Clube, que foi campeão no Criança em Campo, campeonato da Liga de Futebol de Londrina, no primeiro semestre. O pequeno meia-atacante diz que joga desde os 4 anos e sonha em ser atleta profissional. "O meu pai foi goleiro na Portuguesa (SP). É um incentivo", explica.
O empresário Rubens Fonseca, de 38, pai de Henrique, diz que não chegou a se profissionalizar. "Meu filho quer seguir carreira no futebol. É o nosso sonho. A gente acompanha para que ele não desista. Eu não segui (como jogador) por falta de incentivo", relata. "A vida do Henrique é futebol. Para ele não tem outra diversão. Se você dá um carrinho de presente, ele não gosta. Só quer saber de bola."
Fonseca garante, entretanto, que não há pressão para que o garoto se torne um jogador profissional, e que Henrique só vai buscar essa carreira se isso continuar sendo o seu objetivo. "Ele vai bem na escola, as notas são excelentes. A prioridade é o estudo", afirma o pai.
Conciliar estudos com o esporte também é a grande preocupação do pedreiro Carlos Roberto Castro, pai de Kethellyn, de 7, jovem talento do taekwondo londrinense. "Tudo tem sua divisão. Ela tem o tempo dela para os estudos e as tarefas da escola. A gente exige que ela tenha notas boas para continuar no esporte", diz Castro.
A garota treina há apenas dois anos, no projeto social Formando Campeões, no Jardim Piza, e este ano foi campeã norte-paranaense e vice no Estadual na categoria mirim. "Minha amiga, a Sarah, me falou do projeto. Minha mãe veio, conversou com o professor e eu gostei", relata Kethellyn. O próprio pai começou a frequentar aulas de taekwondo depois que a menina entrou no projeto. "É para incentivar", argumenta o pedreiro.


