O Contorno Ferroviário, obra que promete desviar o ramal que passa pela área urbana de Curitiba, continua sem previsão para sair do papel. Elaborado há cinco anos pelo IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), da Prefeitura da Curitiba, o projeto cria uma nova rota, que passará a ocupar alguns techos da região metropolitana.
Com extensão prevista de 40 quilômetros, o novo caminho passa por duas áreas de preservação ambiental - do Passaúna, na divisa entre Curitiba e Campo Largo, e Rio Verde, de Campo Largo -, por isso há a necessidade de avaliação técnica e liberação do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). O projeto foi concluído em 2002 e, segundo o IPPUC, somente em outubro do ano passado foi pedida uma complementação de dados, que foi entregue em novembro. ''A expectativa é que até fevereiro tenhamos uma resposta do IAP'', afirma o diretor de planejamento do IPPUC, Ricardo Bindo.
Apesar de elaborado pela prefeitura, o projeto será executado com mão-de-obra e recursos federais do DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes). A obra está orçada em R$ 160 milhões. Segundo Bindo, a administração municipal tem o interesse em desviar o ramal, que representa um perigo para a população, por isso tomou a iniciativa de criar o projeto.
De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, houve uma reunião no final do ano passado para readequação do Estudo de Impacto Ambiental e redefinir quem é o autor do licenciamento das obras, o que atrasou o Contorno Ferroviário. O processo deve ter andamento quando o governo do Estado reestabelecer a utilidade pública do projeto, que vai definir por quais áreas o ramal irá passar. (M.M.)

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