Projetos sociais no canteiro de obras
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A preocupação com o bem-estar dos colaboradores e com a comunidade londrinense já está presente na rotina das construtoras da cidade há muito tempo. As ações vão desde a doação de alimentos a instituições até à alfabetização e ao treinamento de trabalhadores da construção civil.
O professor de Sustentabilidade em cursos do Isae/FGV, Rubens Mazzali, explica que há diferenças entre os termos responsabilidade social e reparação social. "Responsabilidade social é fazer o que deve ser feito, como pagar impostos, pagar salários, gerar emprego e renda, fabricar produtos que não agridam o meio ambiente."
"Já reparação social são projetos como de ajuda a instituições carentes, capacitação de pessoal da comunidade quando ela tem algum passivo", continua. A reparação social designa aquilo que uma empresa não tem a obrigação de realizar, mas pode fazer, se assim desejar.
Além de ajudar a Associação Mãos Estendidas (AME), a ONG Viver e a Casa de Maria, há cinco anos a Plaenge preocupa-se com a formação de seus profissionais com a Escola da Construção, por meio da qual eles recebem qualificação através de cursos em parceria com o Senai. Há cursos de pedreiro assentador e rebocador, pedreiro assentador de bloco, azulejista, carpinteiro, instalador hidráulico e operador de máquinas.
Desde que iniciou as atividades em 2008, a Escola já entregou mais de 200 certificados e formou 12 turmas. Metade das vagas é ofertada à comunidade, e a média de contratação destas pessoas pela Plaenge chega a 35%. No último dia 17, a empresa recebeu da Câmara Municipal de Londrina (CML) o título de Empresa Cidadã.
Há mais de 10 anos, a Quadra Construtora mantém um programa voltado à qualidade de vida de seus colaboradores, chamado de "Quadra por uma vida melhor". O programa já proporcionou, entre outros benefícios, a alfabetização dos trabalhadores das obras. "Praticamente tirou o analfabetismo do canteiro de obras", afirmou a diretora de incorporações da construtora, Fernanda Pires.
Outra ação realizada pela construtora é a doação de sobras de materiais de construção aos seus funcionários. O que ainda fica, vai para instituições de caridade. O azulejista Joaquim Florentino Lopes teve ajuda da construtora para fazer a reforma de sua casa. Recebeu da empresa azulejos, piso e porta e fez, ele mesmo, a reforma da casa onde mora em Cambé com a esposa Eurides de Fátima Pereira da Cruz Lopes. "Se não fosse esta ajuda, ficaria difícil para comprar o material", conta.
O mestre de obras Roberto Carlos Gonçalves quer construir uma casa maior, com três quartos,para sua família em Rolândia. "Tenho uma casa pequena com dois quartos. Moro com minha mulher e dois filhos. A pequena dorme no nosso quarto." Para a construção, o mestre de obras recebeu a ajuda da Quadra em materiais de acabamento e até no projeto da casa.
O Grupo A.Yoshii é responsável pelo Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii, que promove projetos nas áreas de educação, arte, cultura e meio ambiente desde 2006. O instituto abriga o projeto Criando Arte - de ensino do artesanato com matéria-prima da construção civil e resíduos domésticos, além de fomentar o voluntariado entre os colaboradores do grupo nas áreas de saúde, meio ambiente, cidadania, educação e ações sociais. "Em 2013, teve início um novo projeto, o Coral Construção, que visa integrar o colaborador e desenvolver o aperfeiçoamento dos talentos individuais e estimular o trabalho em equipe", acrescenta a coordenadora, Larissa Squizzato.
Em uma parceria de mais de cinco anos, a Artenge apoia o Hospital do Câncer com alimentos, ajuda financeira e presenteando os clientes com os bonecos Nando e Nanda, mascotes da instituição, cuja compra é revertida à instituição. Esta é uma maneira de estimular os clientes a seguirem esta corrente. "Procuramos estender o bem, porque esta é uma ação que não pode ficar isolada", comenta a presidente da construtora, Kozue Imai. Periodicamente, a Artenge promove ainda uma ação interna para conscientizar seus colaboradores sobre o uso de materiais como copos e papéis, e sobre o uso da energia elétrica.




