Projetos fecham ano em R$ 20 bilhões
Projetos fecham ano em R$ 20 bilhões
Volume histórico de 66 protocolos contempla Estado com R$ 14,5 bilhões, mas há outros 50 encaminhados para assinatura
Guilherme Pupo
Albari RosaEduardo Sciarra: até dezembro, mais R$ 5 bilhões em assinaturas Os investimentos privados para todas as regiões do Estado vão somar até o final deste ano cerca de R$ 20 bilhões, considerando os quatro anos da gestão do governador Jaime Lerner. A estimativa é do secretário estadual de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico, Eduardo Sciarra. Os investimentos se referem a protocolos de intenções assinados entre o Governo do Estado e empresas privadas, projetos enquadrados no Programa Paraná Mais Empregos - que posterga o pagamento do ICMS por quatro anos - e investimentos realizados com recursos repassados via BNDES, Banestado e BRDE.
Até agora, já foram assinados 66 protocolos de empresas que vão aplicar R$ 14,5 bilhões no Estado. Segundo cálculo do governo, a instalação dessas indústrias vai proporcionar a geração de 480 mil empregos (95 mil diretos e 385 mil indiretos). A maioria dos investimentos já se encontra em fase de execução das obras (ver também páginas 18 e 19). Somados aos projetos mais recentes, os investimentos alcançam nos últimos três anos um recorde histórico.
Segundo avaliação do governo, a posição estratégica do Paraná em relação aos países do Mercosul, a qualidade de vida, a infra-estrutura (rodovias, ferrovias, porto, aeroportos internacionais, telefonia e energia) e a mão-de-obra são alguns dos fatores que mais contribuíram para tais resultados.
Até dezembro, de acordo com Eduardo Sciarra, outros 50 protocolos de intenções devem ser assinados, com projetos equivalentes a cerca de R$ 5 bilhões de investimentos. O secretário adianta que a maioria dos protocolos é de pequenas e médias empresas do setor agroindustrial que vão construir sedes em municípios do interior. O governo está priorizando os investimentos no setor agroindustrial, naturalmente localizados no interior, comenta Sciarra.
Em cascataSegundo ele, na RM de Curitiba já está garantindo um fluxo normal de investimentos com a chegada das montadoras de automóveis. É um processo em cascata que não requer um esforço maior por parte do governo, explica. Ele observa que as montadoras acabam trazendo junto fornecedores do setor automotivo, e esses os seus sub-fornecedores, em função da localização estratégica e dos investimentos já realizados na região.
Boa parte dos investimentos que devem chegar ao Paraná também é formada por empresas estrangeiras. Segundo o secretário, o governo não faz distinção da origem desses investimentos. Estamos buscando o desenvolvimento e geração de empregos para o Estado. Em relação às empresas paranaenses já instaladas, o Governo do Estado está negociando a criação de sua agência de fomentos para garantir a manutenção dos empregos e a sobrevivência dos empreendimentos nesse período difícil, de juros altos, disse.
Questionado sobre o risco de inchaço populacional em decorrência da industrialização, Sciarra descarta essa hipótese. O governador tem dito e apregoado que não vai permitir que Curitiba e os municípios da Região Metropolitana sejam uma nova São Paulo. Nesse aspecto, é importante que haja uma homogeinização do processo de industrialização. Para garantir esse equilíbrio, o governo poderá estimular a vinda de empresas em regiões e restringir em outras, mais saturadas, diz o secretário.





