Curitiba - O maior objetivo do projeto, de acordo com Pérola, é garantir uma atividade para a meninada da região. ‘‘Nossa intenção é trabalhar com a comunidade, formar cidadãos’’, resume. Por isso, além, das aulas de surfe, os alunos recebem orientações sobre temas como exercícios físicos, alimentação e, principalmente, sobre uso de drogas. Para garantir a permanência na escolinha, Pérola também segue critérios rígidos: o adolescente tem que estar matriculado em escola e ter boas notas.
  ‘‘Nós temos muitos problemas de drogas no Litoral. Como não há opções de atividades, é comum os jovens se reunirem em uma praça do balneário, que virou ponto de encontro de consumo de drogas’’, conta. E os pais reconhecem esse esforço. ‘‘É muito saudável. Depois da escolinha, meus filhos melhoraram o relacionamento com as pessoas, são mais dedicados ao estudo. Em vez de ficar andando pelas ruas, hoje eles preferem treinar, querem ser campeões um dia’’, afirma o construtor Luiz Carlos Silveira, que há quatro anos mudou-se de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para Ipanema. O construtor é pai de Simone, 12, e William, 15, ambos matriculados na escola.
  A preocupação, agora, é criar atividades para os meses de inverno, quando a água do mar torna-se muito fria, o que inviabiliza o surfe sem o uso de roupa adequada. Para isso, Pérola pensa em implantar aulas sobre reciclagem, ecologia e de ioga, atividade que ela exerce durante a semana em Curitiba.
  A musicoterapeuta Jacqueline Brito de Oliveira, mãe do aluno Caíque, 11, também pensa em entrar no projeto e dar aulas de música para as crianças. ‘‘O projeto é muito bom. Em Curitiba, o Caíque ficava muito na frente do videogame e computador, era mais gordinho e até emagreceu um pouco. Outro ponto positivo é que as crianças ficam envolvidas com o esporte e não pensam besteira’’, diz.(M.G.)

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