Projeto vencedor a um passo do mercado
Em sua quarta edição, o Prêmio Caixa de Projetos Inovadores já estimulou muitos estudantes de Londrina e região a darem continuidade no desenvolvimento de seus projetos, que podem tornar-se produtos de sucesso. Exemplos disso não faltam. William Sagrado de Souza, que foi vencedor do prêmio na edição do ano passado já avançou muitos passos no desenvolvimento de seu projeto Motoar, e em breve deve lançar o produto no mercado.
Souza, que dirige moto e conhece o drama de quem é deixado na mão em plena estrada com o pneu furado, desenvolveu um protótipo da versão do conhecido rodoar, dos caminhões, para motocicletas. Souza é estudante do curso de Tecnologia, Manutenção Mecânica e Industrial da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Cornélio Procópio, e conta com a ajuda do professor orientador Júlio César de Souza Francisco para finalizar o projeto. A ideia já recebeu o interesse de uma grande indústria da região, e em breve deve ser lançado no mercado.
O motoar é um equipamento que, acionado por uma alavanca estrategicamente localizada perto da mão do motociclista, envia ar ao pneu continuamente com pressão maior que a da saída de ar pelo buraco, até o limite de 30 libras. Ele funciona com a moto rodando, mesmo em marcha lenta, permitindo que o motociclista conduza o veículo até a próxima borracharia.
Como o motoar funciona atrelado ao motor da moto, a autonomia do equipamento vai depender da quantidade de combustível que ela estiver armazenando. Como a maioria das motos hoje faz 25 quilômetros por litro, a moto terá uma boa autonomia para trafegar, avalia. O equipamento pode ser instalado em qualquer modelo de motocicleta.
Souza não revelou o nome da indústria que demonstrou interesse no projeto para não comprometer a negociação, mas afirma tratar-se de empresa fora do ramo automobilístico. Atualmente, Souza está trabalhando no processo de validação de alguns itens do equipamento junto aos órgãos competentes, no design e no desenvolvimento do processo produtivo do produto e na análise de mercado para que a invenção possa entrar no mercado. Quando ficar pronto, o projeto poderá seguir dois caminhos: ser lançado com a ajuda de investidores ou desenvolver-se atrelado a um Parque Tecnológico em parceria com a UTFPR, campus Cornélio Procópio. (M.F.C.)





