Projeto Reservas Particulares luta pela preservação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Equipe da Folha 
O projeto das Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal, criado pela Prefeitura de Curitiba, visa garantir na Capital a preservação de 14 milhões de metros quadrados de florestas nativas no meio urbano. A metragem equivale à área de 10 parques Barigui. Quem fez o levantamento foi a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A secretaria identificou cerca de mil lotes particulares que podem ser transformados em Reservas Municipais.
Para colocar em prática o projeto, a prefeitura quer estimular os proprietários a trocarem essas áreas por áreas de potencial construtivo. Dessa forma, vai encaminhar, no mês de junho, uma carta aos donos dessas terras explicando as vantagens oferecidas na transformação das reservas.
Ao transformar a área em reserva, a prefeitura concede ao proprietário a possibilidade de aumentar o número de pavimentos da construção em outro local. Mesmo assim, os cuidados sobre a reserva ficam sob responsabilidade do proprietário, que poderá usar o mini-parque para atividades de ecoturismo, pesquisa e educação ambiental.
A lei das Reservas Particulares foi sancionada pelo prefeito Beto Richa em 2007. Permite aos proprietários de terrenos com 70% de mata nativa relevante à biodiversidade transferir 100% do potencial construtivo para outras áreas onde não existam restrições legais. Geralmente, a legislação restringe ou mesmo impede construções em terrenos com floresta nativa.
O primeiro parque particular de Curitiba foi criado em março de 2007 na área de preservação do rio Cascatinha, na bacia hidrográfica do Barigui. Já o primeiro mapeamento da cobertura florestal da cidade foi feito em 1988, em parceria com a Fundação de Estudos Florestais do Paraná (Fupef). A atualização do mapeamento foi realizada em 2005, apontando a manutenção da área florestal.


