Projeto gera economia de madeira
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de março de 2011
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
O projeto desenvolvido entre UEL, Senai e indústrias reforçou também o conhecimento para modelagem de peças na concepção modular, ou seja, para que a montagem da estrutura do móvel levasse em conta peças comuns, economizando também em material e tempo de produção. ''Isso faz com que a empresa tenha economia de 25% da madeira'', frisa o professor Jorge Daniel, do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEL.
Sem medidas padrão, a montagem da estrutura pode ficar aleatória, gerando problemas de fragilidade e, consequentemente, devoluções dos móveis. Já com a estrutura modular, uma mesma estrutura pode ser utilizada para diferentes modelos de produtos, além de facilitar o reaproveitamento do móvel usado.
''Em uma linha de produção, se são dez modelos no portfólio e é preciso usar 30 tipos de peças diferentes de madeira para produzí-los, são 300 peças para manusear. Com a padronização, o leque de peças é reduzido e, dessa forma, podemos ter 30 peças, mas 20 comuns, o que simplifica o manuseio e a regulagem da máquina'', explica José Carlos Rehme, analista de negócios do Senai Arapongas.
Fabrício Crepaldi Moura, da Molufan, fábrica de estofados que hospedou o projeto, mostrou a vantagem de utilização do mesmo chassi (estrutura) para a fabricação de sofás. ''Com a padronização de peças de madeira, você pode ter dois modelos com o mesmo chassi. Muda só o encosto e o braço.'' Para ele, o projeto de integração entre a UEL e o setor moveleiro é inovador e quebra muitos paradigmas da indústria.
Madeira
A importância do beneficiamento da madeira também foi reforçada. ''Quando se faz o encaixe das peças de uma estrutura, é preciso haver precisão nas medidas'', enfatiza José Carlos Rehme. ''O processo de beneficiamento da madeira é importante e uma grande parte das empresas não faz'', salienta.
Para a UEL, os benefícios vieram em forma de contribuição para a construção de conhecimento entre professores e alunos, que puderam acompanhar, na prática, o processo de produção na indústria moveleira com perspectivas de melhorias. O projeto ainda teve parceria com a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e das empresas Arauco, Bigfer e Ice Cola.


