Projeto de vila e hotel termal será lançado no Norte
O município de Rolândia (Norte do Paraná), além de sediar o Centro Agrícola e o mais importante museu da colônia japonesa no Paraná, contará com um complexo formado por uma vila japonesa e um hotel de águas termais padrão 5 estrelas. O complexo será lançado neste sábado durante a visita do presidente Fernando Henrique Cardoso e autoridades japonesas, na grande festa da Imin 90.
No projeto, os empreendedores da vila japonesa pretendem aproveitar os 40 hectares de terra do Centro Agrícola, de propriedade da comunidade japonesa do Paraná, e construirão 50 residências destinadas a famílias de altos executivos e cientistas aposentados do Japão.
O estabelecimento hoteleiro, que receberá a denominação de Hotel Onsen (que significa termas, em japonês) terá 200 apartamentos e infra-estrutura de lazer e serviços, como piscinas naturais e térmicas, ofurôs, bares e restaurantes, canchas de esportes e um mini-shopping, podendo se estender à comunidade através de um clube de caráter associativo. As águas termais serão captadas no Aquífero Botucatu, através de uma perfuração de mil metros de profundidade.
RecursosNão existe estimativa do montante de investimento que exigirá o complexo, mas o empresário e deputado federal paranaense Antônio Ueno, um dos principais líderes da comunidade japonesa no Paraná e no Brasil, garante que, num empreendimento semelhante no México, foram investidos US$ 100 milhões. Os recursos serão distribuídos através da venda de cotas de participação, através do sistema time-sharing, de investidores nacionais e japoneses, incluindo o governo do Japão.
Neste empreendimento, a Liga Desportiva e Cultural Paranaense e a Aliança Cultural Brasil-Japão controlarão 51% do capital social e serão as mantenedoras da vila e do hotel. A administração será entregue a uma empresa especializada no ramo, provavelmente a Resort Comunity International (RCI), que tem 3 mil hotéis afiliados no mundo, sendo 50 no Japão.
A Vila Japonesa faz parte de um programa do Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Japão, visando proporcionar uma vida nova, em outros países, a executivos aposentados mas que ainda podem continuar prestando serviços em suas especialidades, onde fixarem residência.
No Japão, conforme o costume antigo, esses profissionais se aposentam quando chega a hora para respeitosamente abrirem empregos às gerações que os sucedem. Depois, vão descansar.Arquivo FolhaEmpreendimentoCentro Agrícola de Rolândia: sede do futuro complexoAlexandre Sanches





