Proibido para carros
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 03 de setembro de 2007
André Amorim<br> Equipe da Folha 
Desde ontem está proibida a entrada de veículos no setor histórico do Largo da Ordem, no centro de Curitiba. A partir de agora, a presença de carros com até 1,8 tonelada só será permitida para carga e descarga entre as 7 e 18 horas e por um período máximo de 30 minutos. Quem desobedecer esta resolução será multado por estacionar em local proibido.
Segundo o administrador da regional Matriz da Prefeitura de Curitiba, Omar Akel, a medida foi discutida com antecedência com os comerciantes e moradores do setor histórico. Cerca de 15 dias antes da medida ser implantada, agentes do Diretran ficaram no local para orientar os motoristas sobre a futura mudança.
O motivo da proibição, segundo Akel, é a preservação do patrimônio histórico e a segurança do local. ''Os imóveis da região têm fundação direta, estão assentados no chão. A trepidação causada pelos carros prejudica essas estruturas'', afirma.
A nova medida pegou de surpresa o motoboy Rodrigo Krainski, enquanto fazia uma entrega na região. ''Eu não estava sabendo'', alegou aos agentes do Diretran que patrulhavam o local. ''Na próxima vez vou empurrando a moto'', disse. Os agentes que flagraram o motoboy contam que muitos motoristas tentaram burlar as novas regras já no seu primeiro dia de funcionamento. ''O pessoal fala que vai fazer carga e descarga e vai fazer compras'', diz o agente Rafael.
No acesso pela Rua do Rosário, por onde passou o motoboy, foram colocados postes metálicos para impedir a entrada de carros e uma placa avisando que o único local de acesso de veículos é pela entrada da Rua Mateus Leme, esquina com a Rua Treze de Maio. Na Rua São Francisco, outro antigo acesso, serão colocadas floreiras para impedir a entrada.
A proibição dividiu algumas opiniões dos usuários do espaço. A funcionária Simone Paes, da Livraria do Solar do Rosário, acha que a medida vai prejudicar o movimento, visto que os clientes não terão mais onde estacionar, mas admite que ajudará a preservar o patrimônio histórico. Do outro lado do calçadão, o administrador da 1 Igreja Presbiteriana Independente, Sebastião Saraiva Silva acha a medida positiva, pois inibiria o crime na região. ''Roubavam um carro por dia aqui na frente'', afirma. Outra reclamação seria sobre o tráfico de drogas que era mascarado pela atividade dos flanelinhas e ''guardadores'' de carro.


