Programação forte com notícias locais e serviços
Em 1887, o físico alemão Henrich Hertz fez saltar faíscas no espaço de ar que separava duas bolas de cobre, comprovando o princípio da propagação radiofônica. A partir daí o rádio desenvolveu-se com rapidez e hoje está presente, segundo o IBGE, em quase 90% dos lares brasileiros.
Comunicando de forma rápida e dinâmica, o rádio presta serviços e transmite alegria. Nas ondas de AM ou FM, o ouvinte tem à disposição notícias, músicas, humor, mensagens religiosas, transmissões esportivas e prestação de serviços. Um aparelho de rádio na mão é certeza de boa companhia.
No Brasil, primeira transmissão aconteceu dia 7 de setembro de 1922, no centenário da independência. O discurso do presidente Epitácio Pessoa foi recebido por apenas 80 receptores, especialmente importados para a ocasião.
No início, as rádios eram clubes ou sociedades. Os comerciais estavam proibidas pela legislação. Nos anos 30, o governo definiu o rádio como ''serviço de interesse nacional e de finalidade educativa'', e a publicidade foi permitida. Houve redução dos preços dos aparelhos e o rádio caiu no gosto do povo.
A década de 40 ficou conhecida como a ''era de ouro'' do rádio. As emissoras tinham orquestras, atores, animadores, cantores, locutores. As radionovelas eram a sensação - em 1945 a Rádio Nacional do Rio de Janeiro transmitia 14 novelas diariamente. Os programas de auditório também faziam muito sucesso.
O rádio começou a mudar de cara em 1950, quando surgiu a televisão no Brasil. A TV buscou no rádio seus primeiros profissionais e imitou a maioria dos quadros.
O radialista e escritor Jamur Junior, 70 anos - 56 deles no rádio e outros 40 na televisão -, participou ativamente da chegada da TV ao estado. ''A televisão, no seu início, era o rádio com imagem. Eu fazia na telinha a mesma coisa que fazia no rádio, a diferença era que eu falava para a câmera.''
Com o faturamento reduzido, as emissoras passaram a investir na utilidade pública e a regionalizar a programação.
Serviços - Para Auri Estevam, da Rádio Cultura de Andirá (36 Km ao oeste de Jacarezinho), a prestação de serviços e as notícias locais possibilitam a sobrevivência das rádios e mantém hoje sua força.
''Nós trazemos a notícia nossa, da região. Colocamos no ar tudo que faça parte do dia-a-dia. As emissoras devem interagir com o povo, as pessoas gostam de se ouvir. Uma rádio, principalmente AM, que não vive a comunidade, acaba'', sentencia Estevam. (W.S.)





