Marco Antonio Bacarin, do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e Região (Sincil) acredita que a entrega de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida vai ter impacto no mercado de locações. Ele estima que 90% das pessoas que participam do projeto pagam aluguel, o que pode de alguma forma se refletir nas locações.
''Acredito que após a metade de 2011, quando serão entregues as primeiras unidades, os haverá algum tipo de oscilação nas ofertas para locação'', aponta Bacarin.
De acordo com suas estimativas, o maior índice de locação está concentrado nas classes C e D. ''São aquelas pessoas que não têm muito poder aquisitivo, não podem comprar e acabam alugando'', exemplifica ele. No entanto, ele acredita que exista uma fatia interessante da classe B, formada por pequenos e médios empresários, que opta pela locação. Ao invés de empatar o dinheiro num imóvel, muitos preferem manter o capital de giro para impulsionar os seus negócios.
''Quem tem um pequeno comércio ou indústria não pode deixar investir num imóvel, pois perde o capital de giro da empresa. Nessa faixa de renda é muito mais barato alugar do que comprar. Ele acaba usando esse capital para fazer dinheiro'', acredita Bacarin.
O diretor de locação do Secovi, Francisco de Oliveira Neto, tem opinião diferente. Ele acredita na falta de imóveis para a fatia que compõe a baixa renda, principal foco do programa Minha Casa, Minha Vida, vai resolver apenas uma faceta do deficit habitacional.
''Por mais que se construa, o número de novos imóveis é menor que o deficit. Para a classe média existe um equilíbrio entre oferta e procura'', acredita Oliveira. Se observados os números do setor, comparando o período entre janeiro de 2010 com o mesmo mês em 2011, a variação foi pequena.
Enquanto no ano passado o número de imóveis ofertados, entre comerciais e residenciais, era de 1.585, no mesmo mês deste ano houve uma queda para 1.423 unidades. (R.O.)

mockup