Programa ajuda na integração do doente
Os internos do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz, no bairro Prado Velho, em Curitiba, tiveram a oportunidade assistir a uma apresentação de uma peça teatral e de rir e ver de perto - para muitos deles pela primeira vez - um palhaço. A apresentação do Grupo de Teatro de Bonecos Dadá e do Palhaço Zé Preguiça aconteceu na semana passada.
Para a terapeuta ocupacional do Hospital Psiquiátrico, Telma Rego Barros, a arteterapia tem ajudado os internos. A mudança no comportamento dos internos é perceptível. Eles estão se integrando com os outros internos e com os terapêutas. Ficaram menos agressivos e estão se comunicando melhor, diz.
No Hospital Psiquiátrico o trabalho de arteterapia não é novidade. Todos os dias os internos participam de oficinas terapêuticas. Eles passam praticamente todo o dia trabalhando. Há oficinas de música, de artes plásticas, de teatro e também de trabalhos manuais, como fabricar bolas, brinquedos e outras coisas, conta Telma.
A terapeuta explica que através, por exemplo, da pintura, um paciente que está em estado catatônico - praticamente letárgico, sem movimentos, mudo, e alheio a tudo a sua volta - passa a se comunicar e pode vir a apresentar melhora em seu quadro clínico. É fundamental que se ofereça uma aportunidade para que o interno possa se relacionar e com isso melhorar sua situação, argumentou.
Segundo o provedor (diretor) do Hospital Psiquiátrico, Ambrósio Paulo Asaiag, o desenvolvimento de um trabalho artístico com pacientes permite uma melhor compreenção por parte dos internos de sua situação. O hospital trata basicamente com psicóticos, pessoas que estão no estágio de esquizofrenia. Asaiag explica que sob o ponto de vista terapêutico, o tratamento através da arteterapia faria con que o paciente variasse seu modo de vivência dentro do hospital.





