PROFISSÕES - O auxílio estratégico da comunicação
Em meados da década de 1980, com o fim da ditadura militar no Brasil, surgiram lutas mais intensas pelos "novos direitos", em especial pela ecologia, tendo como outro marco a Conferência Rio-92. Na comunicação, a questão ambiental começou a ganhar mercado, tanto para cobertura jornalística quanto para o desenvolvimento da imagem das empresas.
Hoje, sustentabilidade e ambiente são palavras recorrentes que abrem vagas de emprego para jornalistas, relações públicas e publicitários. Atenta ao mercado, a estudante de Relações Públicas Bruna Kanesiro já busca formação na área, especialmente em relação à responsabilidade social.
"O desafio é satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das futuras gerações", diz Bruna, aluna da UEL.
Para alguns comunicadores, a sustentabilidade funciona como princípio de vida. Essa situação é mais comum no Terceiro Setor, em que ONGs especializadas em meio ambiente contam com profissionais da comunicação não apenas para divulgação de dados, mas para construção de projetos.
Identificando-se como ambientalista, Laila Menechino é exemplo de militância aliada à carreira. Ainda na faculdade de Jornalismo, em 2005, tornou-se voluntária na ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE) e hoje atua como gerente de comunicação em uma empresa de consultoria ambiental.
"Naquela época, era muito comum o estereótipo de ecochato. Eu vejo que isso mudou. No Terceiro Setor, ao mandar projeto para um edital, se você não estabelece uma estratégia de comunicação, seu projeto não tem a mínima chance", ela avalia.
O professor de Relações Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luiz Carlos de Macedo, nota uma mudança na mentalidade das empresas, quando procuram os comunicadores.
"A sustentabilidade hoje é um valor dentro das empresas. É uma oportunidade de desenvolver melhorias nas condições de trabalho, com processos que não impactem o ambiente", avalia Macedo.


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