Profissionalização garante bons resultados
Acostumado a atender às exigências da indústria do leite, o produtor Jair Carlos da Silva, criador de gado holandês, obteve no mês passado o reconhecimento pelo investimento em tecnologias e na profissionalização da atividade que exerce há 30 anos. Durante a Assembleia Geral da Cooperativa Agropecuária de Londrina (Cativa), integrada à Central Confepar, ele foi contemplado com o primeiro lugar no ranking de 2010 dos produtores com melhores resultados.
Na estância localizada na região de Tamarana, Silva mantém de 60 a 70 cabeças em lactação e entrega 1500 litros de leite por dia na cooperativa. A excelente produtividade deve-se ao investimento em animais de alta lactação e adaptados à região Norte do Estado. A produtividade depende do conforto dos animais. Se eles sofrem, produzem menos, afirma.
Na propriedade, cuidadosamente arborizada para evitar o estresse do gado, há instalações para confinamento com ordenha mecânica informatizada, manejo alimentar com silagem e ração produzida na propriedade e planejamento administrativo voltado para pequenos espaços. A consequência são animais com pico de produção de 35 a 50 quilos por dia, equivalendo a uma produção de até 15 mil quilos de leite por lactação.
A mão de obra utilizada é parcialmente familiar. Enquanto Silva administra a propriedade, a esposa e o filho cuidam da parte de genética e sanidade. A qualidade dos animais tem gerado novos negócios. Além do fornecimento de matrizes adaptadas, touros selecionados são comercializados para reprodução. São animais com histórico de mães com boa lactação, já adaptados, refletindo em qualidade genética no desenvolvimento de outros planteis, explica.
O pecuarista comemora a lucratividade com a venda dos touros, mas garante que o interesse no negócio não é apenas comercial. Também quero ajudar a melhorar os pequenos rebanhos da região, que demandam por touros de boa origem, explica. O crescimento de todos, segundo ele, melhora também o produto final comercializado pela indústria que recebe a matéria-prima. A indústria ganha mercado e beneficia o produtor, avalia.
Para ele, falta, na cadeia produtiva do leite, o incentivo do consumidor, que nem sempre dá preferência aos produtos regionais. Se as pessoas compram o leite que vem de fora, não incentivam a produção local e ainda consomem um alimento que não conhecem a origem. (C.A.)





