Profissionais herdam vocação do pai
A admiração pelo pai fez com que o cardiologista Danton da Rocha Loures decidisse se tornar médico. Loures conta que quando era pequeno acompanhava o otorrinolaringologista Jovino Alves da Rocha Loures em suas viagens e consultas. Quando realizei o vestibular da Universidade Federal do Paraná, a redação perguntava porque queria fazer medicina e a única resposta que eu tinha era o orgulho que sentia por meu pai, lembra.
Orgulho que não se limita apenas ao cardiologista. Em Curitiba, existe uma infinidade de famílias de médicos - como, por exemplo, os Mocelin, Paciornick, Grupenmacher, Nassif, Boscardim, Coelho, Vasconcelos, entre outros. Em muitas delas, os filhos seguiram a mesma especialidade que os pais. Em outras, os jovens apenas se apaixonaram pela medicina.
No caso do obstetra Moisés Paciornick, o filho seguiu a mesma trilha do pai. O médico Claúdio Paciornick é também obstetra, porém com especialiação em mastologia. Talvez, por me ver contar todos os dias situações vivenciadas no consultório, ele tenha se apaixonado pela profissão, comenta Moisés.
O médico conta que quando o filho optou pela medicina, sentiu-se realizado. Para ele, a decisão do filho significou a consagração de seus esforços. Eu passei a ajudar em seus estudos médicos, repassando todo o meu conhecimento. Mas, com o tempo, meu filho passou a me ensinar muito sobre todos os assuntos, diz. Foi Claúdio Paciornick quem desenvolveu as pesquisas sobre o parto de cócoras, hoje principal bandeira de Moisés.
Danton da Rocha Loures lembra que esta troca de informação foi muito importante para o seu crescimento profissional. Ele conta que seu pai tirava todas as dúvidas que tinha. Em contrapartida, o cardiologista trazia informações sobre novas técnicas.
Além da formação médica, outro ponto positivo levantado pelo cardiologista é que como seu pai já estava no ambiente médico ficou mais fácil entrar na profissão. Ele me introduziu a aprender com os melhores cirurgiões, conta. Graças a este pequeno empurrão, Rocha Loures acredita que pôde dar um passo maior do que os demais estudantes que concluíram a faculdade com ele.
Mas a ajuda dos pais pode ser ainda maior quando eles dividem o consultório com seus filhos. Um exemplo disso é o oftamologista Leon Grupenmacher. Junto com seu pai e irmão, montou uma clínica especializada. Todos os dias eles trocam informações e discutem os casos mais complicados. (I.R.)





