Profissionais ficam mais expostos à lei
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sexta-feira, 23 de janeiro de 1998
Curitiba 
Para os motoristas profissionais, a nova lei de trânsito é mais rigorosa. Em casos de atropelamento, por exemplo, a pena para o condutor pode aumentar até 50% e chegar a 6 anos de detenção. Estamos 24 horas por dia sob o risco de levar uma multa, já que o carro quase não sai da rua. Além disso, as multas altas vão dar margem à propina, comenta o taxista Carlos Novak.
Para o caminhoneiro Pedro dos Santos, 42 anos, o Código funcionará desde que seja bem administrado. Se os legisladores não tiverem bom senso no momento da aplicação das multas, o Código só vai doer no bolso dos motoristas, disse. Já o taxista Francisco Alberto Meller, 12 anos de profissão, diz que a lei será útil para reduzir o número de motoristas irresponsáveis. O problema são os filhinhos de papai, que não vão se preocupar com o valor das multas, observa.
DúvidasAté os policiais que trabalharão nas ruas aplicando multas estão confusos. Para diminuir isso, os 561 integrantes do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) de Curitiba participaram nesta semana de um seminário sobre o novo Código, demonstrando insegurança sobre vários tópicos.
Todos têm dúvidas, o Código é muito truncado, aponta o tenente Adnilson Lima da Silva, comandante do Plantão de Acidentes do BPTran. Segundo ele, os policiais estão sendo orientados a carregar consigo um resumo do novo Código, para consultar em casos de dúvida. Uma das perguntas feitas com maior frequência pelos membros do Batalhão é sobre as responsabilidades da prefeitura na nova legislação.
O comandante explica que continuarão valendo as resoluções que não conflitam com a nova lei. No caso da documentação obrigatória dos motoristas, por exemplo, o novo Código exige apenas o documento do veículo e a carteira de habilitação. Apesar disso, os policiais continuar pedindo a identidade, até o advento do novo modelo de habilitação.
A utilização de equipamentos de segurança também provoca questionamentos. O Código obriga o uso de catalisadores e a existência de uma caixa de primeiros socorros no veículo. Vamos ter que esperar a decisão do Contran, já que ainda não há um modelo definido para esses acessórios, disse o tenente do BPTran.


