Os taxistas entrevistados pela FOLHA foram unânimes em apontar um problema para a profissão em Curitiba: a falta de segurança. ''Já fui assaltado duas vezes, uma com revólver e a outra com faca'', diz Valter de Andrade. ''É um problema crescente. Ainda não fui assaltado, mas todos os outros taxistas do meu ponto já foram'', conta Devani Curtinaz Medeiros.
Pedro Chalus, presidente do Sindicato dos Taxistas do Paraná, afirma que os profissionais da área são muito visados por assaltantes, pois proporcionam ''um dinheiro fácil''. ''O governo aumentou o número de viaturas, comprou mais armamento, mas faltou a reposição de material humano'', aponta Chalus, que também critica o trabalho dos fiscais da Urbanização de Curitiba (Urbs). ''Eles são truculentos e fazem o que bem entendem. Criam situações e inibem o taxista perante o cliente.''
O comando da Polícia Militar rebateu a crítica de Chalus. De acordo com a corporação, em setembro, mil aprovados no último concurso da PM, iniciado em 2005, foram chamados para reforçar o efetivo em todo o Estado. Antes, outros 4,5 mil haviam sido convocados. Segundo a polícia, 9 mil candidatos conseguiram em 2005 índice de acerto que possibilita aguardar chamadas enquanto durar a validade do concurso.
A Urbs apontou que seus fiscais apenas cumprem as leis que regulam o serviço de táxi no município. A empresa ponderou que o sindicato de Chalus representa apenas os taxistas autônomos de Curitiba, que, segundo a Urbs, seriam minoria. A maior parte dos profissionais trabalharia em associações e cooperativas. (F.G.)

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