Curitiba - Comparando a pesquisa com os dados de 1996, um ponto positivo detectado é o aumento no interesse dos profissionais em se qualificar. Um item que ainda preocupa é a concentração de médicos nos grandes centros. Atualmente há um médico para cada 725 habitantes no País. Em relação a 1996, houve uma pequena ''marcha de médicos em direção ao interior. Mas, ainda assim, a maioria (62,1%) continua nas capitais. Em alguns estados, como Acre, Amapá, Roraima e Sergipe, a concentração dos profissioanis na capital beira os 100%. Por outro lado, em outros estados percebe-se uma inversão desta tendência, como Minas Gerais, onde os médicos que atuam no interior passaram de 52,6% em 1996 para 54,6%.
''O interessante, na pesquisa, é que a mesma revela o espírito do médico, que mostrou que está preocupado em melhorar a assistência à saúde e em se qualificar, mesmo tendo que manter várias atividades para ter um salário que é pequeno'', avalia o médico Gerson Zafalon Martins, representante do Paraná no Conselho Federal de Medicina.
De acordo com ele, o Conselho Regional de Medicina do Paraná realizará outra pesquisa no Estado para diagnosticar os problemas da atividade e a qualidade de vida dos 14.766 profissionais do Estado. A intenção é fixar estratégias para melhorar as condições de trabalho e de acesso a serviços de qualidade pela população, conduzindo, inclusive, para uma melhor e mais racional distribuição de profissionais em todas regiões do Estado. Atualmente, segundo ele, o Paraná tem 14.766 médicos ativos, sendo 7.181 radicados na Capital e 7.585 distribuídos nas demais regiões.(M.G.)

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