Professora faz
declaração de
amor pela cidade
Uma declaração de amor a Londrina. A exaltação ao seu crescimento e à sua diversidade. Para a professora Maria das Neves, 52 anos, 25 deles dedicados aos alunos do colégio José de Anchieta, a cidade ‘‘é amor, paixão e teimosia para sobreviver’’. ‘‘Se os políticos investissem em tudo que Londrina dá, ninguém poderia com ela’’, analisa a professora.
Ela mora há 34 anos na cidade e disse que sua paixão por Londrina nasceu quando era ainda garota, em Bela Vista do Paraíso (40 km a norte de Londrina). ‘‘Vir para cá era como se fosse, hoje, ir para os Estados Unidos’’, comparou. A professora disse que gosta da cidade porque aqui ‘‘tem de tudo’’. ‘‘E o crescimento é tão rápido que não dá tempo de se adaptar’’, admitiu.
Mas o que entristece Maria das Neves é a falta de conscientização do povo em não ajudar a conversar a cidade, além da falta de comprometimento dos políticos com o município. ‘‘Pelo meu amor a Londrina, dou nota 100, mas por causa dos problemas, dou 80’’.
Já para a colega de Maria das Neves, a também professora do Anchieta Selma da Conceição, 49 anos, moradora em Londrina há 28 anos, a cidade merece nota 9. ‘‘Tem um clima bom, é bonita, tem uma terra que pode ser bem explorada e uma bela arquitetura. A crítica fica por conta do trânsito e da data de cobrança de impostos’’, analisou. Ela disse ainda que sente falta de uma melhor conservação de obras da cidade.
Outra professora do colégio, a londrinense Lucinei Mazzer de Oliveira Ramos, 47 anos, considera o desenvolvimento médico e a qualidade da educação como principais vantagens da cidade. ‘‘A cidade é bonita, é jovem, mas, como todo centro que cresce, é violenta’’, constata. Ela vê a questão com preocupação e diz temer pelo futuro. ‘‘O que vai ser?’’, questiona.
As principais preocupações de Lucinei com o futuro, além da violência, são com as crianças carentes e a administração da cidade. ‘‘Os dirigentes têm de ter a visão de empregar tudo que é dela nela mesma. Além do mais, a gente gostaria de ver as crianças estudando, se formando, mas falta uma assistência que possa suprir essas necessidades. É preciso unir esforços’’, defendeu a professora, que também deu sua nota para Londrina: 7. (P.Z.)

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