Professora e psicóloga dão dicas do que fazer para evitar o estresse
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Matheus Camargo<br>Reportagem Local 

A 1ª fase do vestibular da UEL (Universidade Estadual de Londrina) está chegando e com ele o sentimento de ansiedade, apreensão e estresse toma conta dos 22.403 inscritos para a prova do próximo domingo (29).
Os concorrentes às 2.482 vagas em 53 cursos de graduação passam pela última semana antes da prova e alguns pontos-chave são fundamentais para não perder o controle às vésperas do vestibular. Segundo Marcia Chiréia, coordenadora do curso Prime e professora de gramática, "é hora de rever anotações". "É o momento de rever o caderno, não se aprofundar em mais nada. O vestibular é a hora de colher o que plantou. A última semana é quando se deve rever anotações, usar a memória. Se tentar ver algo novo e não conseguir, não entender, se desestabiliza e isso gera ainda mais ansiedade do que o estudante já está", afirma Chiréia, que também é coach pedagógica da instituição.
Outra dica da educadora aos vestibulandos é que se deitem cedo na véspera da prova. Segundo ela, "mesmo que não durmam, é importante que estejam ao menos com o corpo descansado". O uso de eletrônicos como celulares, computadores e notebooks também é desaconselhado na noite anterior, já que são responsáveis pelo cansaço visual, que pode desencadear em desconforto físico e falta de atenção.
A psicóloga Cibely Pacífico, do Núcleo Evoluir, também alertou sobre "não estudar coisas novas" e o quanto isso pode ser prejudicial à saúde mental do vestibulando. "Eles já estão num nível elevado de estresse, de ansiedade. Isso tende a piorar na última semana antes do vestibular. O ideal é não correr atrás de coisas novas, confiar no que já estudou. É hora de encontrar coisas e tarefas que substituam essa tensão."
Pacífico também indica caminhos para diminuir o nível de ansiedade na semana anterior ao vestibular. Segundo ela, quanto mais estresse, mais os níveis de adrenalina e cortisol aumentam, e isso pode desregular o organismo. Quanto maior o nível dos hormônios, maiores são as chances de taquicardia e de aumento da pressão. Além disso, outra consequência é a diminuição do sistema imune, o que pode facilitar o surgimentos de resfriados, gripes e até outros tipos de infecção.
"A ansiedade gera alterações importantes no organismo e por isso é preciso controlar. O sono e a alimentação são fundamentais. Muitos alunos querem virar a noite estudando, tomando energético, isso não é recomendável. Pelo contrário, o correto é desacelerar a rotina."
Outra dúvida que a psicóloga esclarece é sobre o famoso "branco" que aparece durante a prova. O sumiço de informações que o estudante tem conhecimento é uma falha causada pelo nervosismo e pela ansiedade. O bloqueio está diretamente ligado ao alto nível de cortisol no organismo. Quanto maior o nível de estresse, mais rápido as glândulas adrenais liberam o cortisol e o mesmo passa a agir por todo o corpo, inclusive no cérebro. Lá, ele prejudica as funções cognitivas, incluindo a memória.
"O 'branco' que sempre acontece com os alunos durante as provas nada mais é que uma falha por alguns minutos e isso é decorrente da ansiedade. É necessário reler aquela questão algumas vezes, sempre com atenção. O 'branco' some em questão de minutos, se não deu naquela questão, ele deve ir para as outras e depois voltar para aquela que teve problemas."
Alguns alunos recorrem aos medicamentos para reduzir o estresse, como calmantes e relaxantes. Segundo a especialista, a medicação só é indicada se o estudante faz uso dela há algum tempo. "Testar esse tipo de coisa na semana de véspera do vestibular é arriscado, pois pode causar efeitos colaterais prejudiciais ao aluno."
Os atrasados e esquecidos
Marcia Chiréia ainda aconselha aos estudantes que prestarão o vestibular a se atentarem a questões básicas. Chegar com antecedência, lembrar de materiais como canetas, lápis e borracha, além de alimentos como barras de cereal e água.
"Tem que chegar um pouco mais cedo. Como coordenadora de curso, já vi vários alunos com total condição de passar que não conseguiram nem fazer a prova por questões assim. São coisas básicas. Não esquecer caneta, documentos, essas bobagens. Isso pode desestabilizar o aluno no momento da prova, causar mais nervosismo. Uma coisa que eu falo muito para eles no momento da prova é treinar a respiração, isso ajuda a evitar aquele taquicardia no momento do nervosismo. Levar sempre uma barra de cereal, um chocolate, uma água, pois ele pode ter aquele momento de sair pra tomar água e perder minutos essenciais da prova", disse Chiréia.


